domingo, 16 de dezembro de 2012

ENTREVISTA - KARINA LEIRO

BLOG: Quais foram as professoras que mais marcaram no seu aprendizado e por quê? Muita gente me ensinou muitas coisas; corro até o risco de ser injusta. Bem, Tina Leiro, minha irmã, Ana Emeralda, Irene, Madureira, Yara Castro, Fabio Rodriguez, Raul Morales, Deborah Nefussi, Isabel Bayón e Ángel Atienza, com quem fiz aula em Sevilla. Muitos outros com quem fiz cursos workshops, como Manuel Liñán, Carmen Talegona, Stefano Domit, isso no flamenco.



No tribal: Bela Saffe, Kilma Farias, Alê Carvalho e Jill Parker com quem fiz uma imersão e também tive oportunidade de fazer aulas particulares de tribal e dar aulas particulares de flamenco no período do MEM 2011 na Argentina. Os workshops que fiz com a Sharon Kihara, Ariellah e Morgana também me marcaram muito. E mais recentemente o curso com a Carolena Nericcio e a Megan Gavin no MEM deste ano.





BLOG: Deixe um recado para os leitores do blogGente, vamos canalizar as nossas energias para estudar, produzir, para fazer acontecer, para as discussões saudáveis e para nos mobilizarmos para que a dança tenha cada vez mais espaço, respeito e reconhecimento no nosso país. Deixemos de lado as picuinhas e os egos inflados, pois a arte é muito maior do que isso e nós somos instrumentos dela.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

ENTREVISTA - DANIELA FAIRUSA

Aerith entrevista Daniela Fairusa
BLOG: Conte-nos sobre sua trajetória na dança do ventre; Como tudo começou para você? Iniciei-me no Ballet Clássico aos 4 anos de idade por motivos ortopédicos. E lá fiquei até os meus 12 anos de idade. Nesse tempo cursei outras modalidades enquanto cursava o ballet, como jazz e dança de rua. Assim comecei a me interessar por arte e não só por dança. Na adolescência, fui para o teatro, onde aprendi muito mais informações sobre o corpo e o palco.
Um dia (era final do ano de 1998) lendo o jornal da cidade onde morava com minha mãe (Osasco), vi que teria uma apresentação de dança do candelabro num centro holístico próximo ao centro da cidade. E logo vi que ministravam aulas. Eu estava numa fase confusa em relação a minha carreira. Estava cursando o Magistério e fazia aulas de teatro. Mas me encantava com as artes do corpo. Fui para as aulas feliz de ter encontrado um novo desafio. Mas me surpreendi ao ver como meu corpo se adaptava aos movimentos e como eu captava rapidamente as informações. Desde então, não parei mais de pesquisar e dançar a Dança do Ventre.
Em 2000, fui para a Casa de Chá Egípcia Khan el Khalili. Fiz aulas com as professoras: Lulu Brasil, Shahar Badri e Soraia Zaied. Tive a chance de conhecer os trabalhos de outras profissionais da Casa também. Foi lá que me firmei como profissional, porém nunca participei do casting da casa. Achava estranho ser avaliada sendo que ainda não havia encontrado meu produto final. Fiquei fazendo aulas na Casa durante 5 anos, interrompendo e voltando por várias vezes.
De 2002 a 2005, sempre aperfeiçoava minhas técnicas com aulas de ballet contemporâneo, ballet clássico e jazz lírico. Cursei essas modalidades com Greice Kerche, campeã mundial de fitness e irmã de Cecília Kerche, primeira bailarina do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Em 2005, conheci o tribal através do DVD BellyDance SuperStars, que havia ganhado de presente. Fiquei só assistindo e estudando até 2007, que foi quando tive coragem de apresentar pela primeira vez, em Osasco mesmo. Foi o momento da prova final, já que aprendi através de vídeos.
Ao todo são 14 anos de Dança do Ventre, que ainda pesquiso e danço. E 5 anos de Tribal Fusion.
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Os rótulos devem ser deixados de lado. A arte da dança chegou a um ponto onde merece o respeito devido à sua grandeza. Falando sobre isso, quero dizer que a dança nunca terá um produto final. Não se chegará a uma verdade única e imutável. Portanto, as amarras devem ser liberadas, a arte deve nascer do ser genuíno. Da ancestralidade e da intuição. Pensando desta forma, até mesmo quando se reproduz a técnica pura, sua arte transparece e conta sua história. Isso é a beleza a ser alcançada. Muito mais do que com a estética posta atualmente, de cabelos e figurinos. A força deve vir de dentro e deve tocar o mundo do lado de fora. Essa é a bruxaria. Esse é o poder feminino.

sábado, 13 de outubro de 2012

ENTREVISTA - ALINE MUHANA

BLOG: Conte-nos sobre sua trajetória na dança do ventre;como tudo começou para você? Sempre achei bonito, mas nunca tive aquele estalo “Vou fazer dança do ventre”. Já tinha visto em vários lugares; morei em uma cidade que tem uma enorme colônia libanesa, então toda feira do folclore da escola tinha apresentações de folclore libanês, restaurantes e até na televisão, nos canais árabes.

Em 2006 recebi uma sugestão de um amigo que tinha uma amiga, a qual tinha uma escola de dança do ventre em Botafogo. Essa amiga dele era a Jhade Sharif e a escola, a Asmahan. Fui lá fazer uma aula experimental e não parei nunca mais.


Danço desde 2006, mas acho que realmente comecei a me enxergar de uma forma mais “séria” a partir de 2009. Além da dança também atuo como Artista Plástica.


BLOG: Deixe um recado para os leitores do blog. “Todos os dias acontece algo que te ensina alguma coisa, esteja aberto para receber essas lições.”


ENTREVISTA COMPLETA COM FOTOS E VÍDEOS:

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sábado, 11 de agosto de 2012

ENTREVISTA - RHADA NASCHPITZ

Texto extraído do blog:
BLOG: Conte-nos sobre sua trajetória na dança do ventre/tribal. Como tudo começou para você? 
Sou profissional de Educação Física, formada pela Universidade Gama Filho-RJ.Comecei meu envolvimento com danças orientais em 1996. Iniciei meus estudos com a dança do ventre, descobrindo maior afinidade pelo estilo Ghawazee e acabei me direcionando para a Dança Cigana estudando as danças que a influenciam, como o Flamenco, a Dança Russa, Cocek, Karsilama,etc. Especializei-me em Dança Cigana, em 1998, em seus estilos: Ghawazee, Sulecule/Cocek, Kalbelia, Romanê, Gitano e Zambra. Comecei a ministrar aulas e fazer shows, já como profissional, em 2002.


A partir de 2005, me dediquei só a shows e desenvolvimento do Gypsy Fusion, como professora e sócia, no Espaço de Danças Rhada e Lucia, devido a meu compromisso com minha outra profissão de designer de jóias. Nessa etapa, por não parar meus estudos na dança, devido ao desenvolvimento do estilo Gypsy Fusion, apaixonei-me pelo Tribal, e comecei estudo e pesquisa intensos dentro dessa vertente. A experiência em dança cigana, que é fusion na essência e em suas influências, contribuiu para meu ingresso definitivo no tribal fusion, com o estilo Gypsy Fusion, que foi acrescido da influência Dark /Rock,outro lado marcante de minha personalidade e peculiar de minha dança. Estreando com a fusão Rock &Roll, em outubro de 2007, dançando no show da Banda Matilha, no Néctar. Assim, tornou-se a precursora do estilo Rock Fusion, no Rio de Janeiro, com a estréia oficial no Tribes Brasil 2009.



Hoje meu trabalho na dança pode ser definido como Dark Arts, que engloba os estilos Dark Fusion Bellydance,Tribal Teatral, Gothic Gypsy e Rock Fusion. Este estilo de dança é uma das variadas possibilidades do Tribal Fusion - Dança Étnica Contemporânea, caracterizada por enfatizar uma estética "obscura" e expressionista, com forte teatralidade e certa carga dramática, inspirada nas várias cenas da cultura dark/gothic (rock, noir, industrial, burlesque, medieval, vitoriano...) e urbanas, como o rock'n'roll e o hip hop. Mesclando todo o universo alternativo, contemporâneo e até do folclore do Brasil, com as danças orientais e étnicas. Fusão cuja expressão de palco, interpretação musical, energia e essência são postas em movimentos fortes que exprimem uma certa tensão, mesclados com movimentos fluidos e sinuosos, criando uma linguagem peculiar e hipnotizante. “Um estilo que tem capacidade de incomodar e ao mesmo tempo fascinar, explorando o tenso e obscuro e sendo fluido e belo.”


No caso do Gothic Gipsy, é a fusão do dark/gothic com estilos e influências das danças ciganas de diversas partes do mundo. União que se dá de forma espontânea pela expressividade, teatralidade, magia, mistério, que tanto a cultura Rom (gypsy) quanto a dark/gothic carregam. Atualmente, ministro aulas e workshops pela Escola de Artes Orientais Asmahan- RJ; além de ser bailarina profissional da mesma, e também co-produtora e diretora artística do Espetáculo Gothla Brasil.

Também, juntamente com o músico Ives Pierini, desenvolvo o projeto Duabus Artibus – Music and Dance Duet, onde danço com músicas próprias, cuja estréia desta parceria aconteceu no Gotlha Argentina 2012, com a música “Dreams”.

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Não devemos nunca nos acomodar, achando que aprendemos tudo e que já sabemos tudo.Devemos estar sempre nos reciclando, estudando sempre. Também devemos sempre unir a técnica à expressão própria, sentir, dançar com o corpo e alma.

ENTREVISTA COMPLETA COM FOTOS E VÍDEOS:


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domingo, 8 de julho de 2012

ENTREVISTA - REBECA PIÑERO

Texto extraído do blog:
 http://aerithtribalfusion.blogspot.com.br/2012/07/entrevista-7rebeca-pineiro.html 
BLOG: Conte-nos sobre sua trajetória na dança do ventre/tribal; Como tudo começou para você? 
Eu estava muito cansada e deprimida com o meu trabalho na época e fui procurar alguma coisa para me distrair, foi quando pensei na Dança do Ventre para aliviar o estresse do dia a dia. Fui fazer uma aula experimental e pronto: não consegui pensar em mais nada a não ser dançar e, depois de 3 meses de aulas, pedi minhas contas no trabalho para poder estudar mais a dança. Realmente alucinei. Minha professora na época, Simone Martinelli me mostrou alguns vídeos de dança para que eu pudesse conhecer um pouco mais e, então, ví a Rachel Brice dançando. O estilo me despertou um “algo a mais" e, com a ajuda da minha professora, comecei a estudar o Tribal. Na época era muito pouco conhecido no Brasil e quase não tinha fonte de estudo, mas quem procura acha! E foi assim que, no final de 2005, o Tribal ganhou uma nova discípula e a Dança do Ventre uma eterna admiradora.
BLOG: Deixe um recado para os leitores do blog. Estude a ponto de saturar-se; procure professores capacitados; seja "foda" no palco e humilde fora dele, lembre-se que o ser humano é limitado e não há motivos para "se achar", humilhar, competir. Corra atrás do que deseja alcançar, pule todo e qualquer obstáculo que aparecer. Mantenha o foco, seja forte, chore quando sentir vontade, sorria para quem te ama e para quem você ama. Entenda que é preciso compartilhar, entender e respeitar o tempo das pessoas. Doe-se sem restrições. Lembre-se que muitas vezes é sábio voltar ao degrau de baixo do que subir no tempo errado. Tenha calma, espere o seu tempo de brilhar, não force ao mundo sua arte, se ela for realmente boa, cedo ou tarde você aparecerá, só precisa seguir em frente. Seja vivo, seja amor, seja alegria, amizade e forte, pois ser grande requer muito talento para prosseguir e não é facil, mas muito, muito gratificante. 


ENTREVISTA COMPLETA COM VÍDEOS: 
http://aerithtribalfusion.blogspot.com.br/2012/07/entrevista-7rebeca-pineiro.html

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sábado, 9 de junho de 2012

ENTREVISTA COM RAPHAEL LOPES

Confira a entrevista de Raphael Lopes, professor de Odissi na Escola Campo das Tribos - SP:
Entrevista feita para o blog Dançarinos de São Vicente.

Dançarinos de SV: Quando surgiu a dança na sua vida, como foi e há quanto tempo faz? Raphael: Chega a ser clichê mas é impossível não dizer o que todos os dançarinos dizem: a dança surgiu desde sempre em minha vida! Sempre gostei muito de me apresentar nas festas escolares, e desde criança gostava de montar coreografias próprias paras as músicas que ouvia.
Quando vim de São Paulo com quinze anos para São Vicente comecei a fazer as oficinas culturais da Prefeitura de SV (em 2000), em partes porque certamente seria um ambiente para fazer amigos já que tinha acabado de chegar de outra cidade, mas principalmente porque ansiava participar de algum grupo em atividade.
Dançarinos de SV: Você conheceu a Dança Clássica Indiana através de quem? Raphael: Uma amiga minha de Santa Catarina (dançarina de Raks el Shark) havia visto uma performance de Bharata Natyam (estilo clássico do Sul da Índia) com a famosa esposa do físico indiano Amit Goswami, a psicóloga Uma Krishnamurti.

Ela, sempre tão crítica, me descreveu entusiasmada sobre o que havia visto, e eu então comecei a pesquisar por conta. Na época a internet era um veículo pouco popular e útil para esse segmento em específico, e me lembro de vasculhar bibliotecas em busca de referências sobre dança indiana, o que era quase impossível haja visto a quase total falta de publicações nacionais sobre o tema.
Em 2005, conheci a bailarina Silvana Duarte e pude fazer seu curso de Formação Teórica e Embasamento Técnico do Estilo Odissi. Desde então não parei mais de buscar informações e contatos que enriqueçam meu know-how.
Dançarinos de SV: Você teve contato com outras modalidades. Pode nos falar um pouco sobre elas e no que isso contribuiu na construção da sua carreira? Raphael: Sim, comecei com as oficinas de street dance da SECULT. Na época entrei primeiramente para a cia de dança do Douglas Rebelo (Fator Funk) seguindo para a cia do Alessandro Cardoso (Atmosfera).
Na época pude realizar meu sonho recém chegado da capital em conhecer novos amigos (alguns os quais mantenho contato até hoje), e de viajar para algumas cidades para me apresentar. Em 2002 tive contato com o Holokahana Dance, onde tive minhas primeiras incursões fora do street dance.
Na mesma época comecei a conhecer outros estilos além da dança tahitiana como o dabke e o flamenco. Todas essas influências ficaram visíveis quando criei minha própria companhia de dança, que se chamava Ágora (as antigas praças Gregas) e mesclava em meu trabalho todos os estilos de dança pelos quais transitei. Em partes sofri muita influência do meu primeiro coreógrafo Douglas Rebelo, e mantive sempre muito forte o seu estilo em manter um conceito cênico sempre em evidência.
Nessa mesma época tive a oportunidade de fazer aulas no Ballet Valderez, e conheci o estilo Afro na cia de dança Dinastia, onde tive a oportunidade de ser convidado para montar uma coreografia de street dance num momento onde esse estilo sofria sua grande revolução do old school para o new school.
Daí em diante, me foquei unicamente na dança clássica Odissi. Posso afirmar que esse é o meu estilo, mas guardo com carinho todas as minhas histórias com os outros estilos que pude dançar.
Dançarinos de SV: Raphael, sabemos que na nossa região a Dança Clássica Indiana ainda é pouco conhecida, apesar de ser uma modalidade bem antiga. Em sua opinião o que falta para aumentar a divulgação nesta modalidade? Raphael: A dança Odissi possui uma cárater cultural e espiritual muito forte, não tem caráter apelativo e necessita ser apreciada como uma refinada obra de arte. Somos muito poucos bailarinos de danças clássicas indianas no Brasil, e estamos aos poucos introduzindo essa dança milenar para o público em geral.
Em partes, normalmente irá se interessar por essa modalidade apenas aqueles já vinculados ou curiosos com a cultura oriental. Agora compete a cada bailarino saber difundir sua arte, e acima de tudo saber explicar e esclarecer sobre a mesma.
Dançarinos de SV: Você fez aulas aonde e quais foram seus professores? Raphael: Iniciei meus estudos com a bailarina Silvana Duarte, seguidos por três anos de estudos com Andrea Prior no Espaço Rasa – ambas na capital. Retomei mais um ano de estudos com Silvana Duarte, e tive aulas com a professora Andrea Albergaria em Atibaia. Em 2012 tive a oportunidade de estudar na conceituada escola Rudraksha Foundation em Bhubaneswar (Orissa – Índia), diretamente com o Guru Bichitrananda Swain – renomado coreógrafo e bailarino com quase 40 anos de carreira.
Dançarinos de SV: O que mais te fascina na Dança Clássica Indiana? Raphael: A riqueza de detalhes e a busca insaciável pela beleza transcendental. É uma dança com pelo menos dois mil anos de tradição, com um corpo de conhecimento profundo, que é interconectada com a mitologia e com a literatura hinduísta. A formação total nessa dança envolve uma imersão na cultura hindu, que sempre me fascinou
Dançarinos de SV: Com a novela Caminho das Índias que passou na Rede Globo as pessoas puderam conhecer um pouco mais sobre o universo da dança desse povo tão místico. Mas, os estilos apresentados na novela eram mais populares. Você pode nos esclarecer um pouco sobre os diferentes estilos de Dança Indiana? Raphael: A novela infelizmente foi um desserviço a dança clássica indiana. Nada contra as danças populares, mas o modismo gerado com a novela permitiu que pessoas sem o devido cuidado e respeito iniciassem a copiar vídeos do youtube ou mesclar de forma errônea danças clássicas em suas coreografias. Em partes a moda passou e com isso o número de aproveitadores reduziu drasticamente, mas as ditas danças modernas recheadas com tentativas efusivas de executar movimentos clássicos ainda aparecem. A famosa indústria de filmes Bollywood popularizou em todo o mundo a dança Bhangra, o Kathak, e a Kalbelya.
Só que esses estilos não podem ser entendidos como Bollywood, são totalmente diferente entre si sendo o Kathak também um estilo clássico. Esses erros infelizmente são perpetuados pelos ditos dançarinos modernos, que normalmente rotulam o clássico de chato ou sonoramente desagradável ao ouvido ocidental.
Ouso dizer que se somos poucos bailarinos clássicos no Brasil, são ainda menos os autênticos dançarinos da dita dança indiana de Bollywood.
Dançarinos de SV: Por que você optou pela clássica? Raphael: Depois de muitos anos como um dançarino performático, e ao iniciar meus estudos em massoterapia, metafísica e filosofia oriental passei a me preocupar por um meticuloso e acurado aprofundamento em tudo o que passei a fazer.
Sem contar que a dança clássica é uma fonte perene de informação, através da qual pude amadurecer como ser humano.
Dançarinos de SV: Como a sua família e amigos enxergam seu trabalho? Você sempre teve apoio, ou enfrentou preconceitos com a sua profissão? Raphael: De início minha família estranhou muito minha súbita paixão pela dança, já que fui um menino tímido e inteligente com um provável futuro acadêmico. Na medida em que os anos passaram, e eles viam que a dança não me trazia retorno financeiro o desinteresse deles por minha carreira ficou ainda mais embasado.
E pra piorar, estudar dança clássica indiana exige um certo desprendimento financeiro (rsrs). Hoje vivendo com o Vinícius há quase cinco anos, encontrei nele um amigo a confiar e incentivar minha carreira. Inclusive cheguei a gastar quase todo o meu salário mensalmente com as minhas aulas, e isso só foi possível graças à compreensão dele.Minha família só entendeu realmente que eu ia viajar para Índia para dançar prestes a subir no avião rsrs…. No meu caso, uma formação real em Odissi só é possível fora do país. E bancar uma viagem dessa anualmente só é possível com muita administração familiar e o apoio de casa.
Dançarinos de SV: O que você mais deseja realizar hoje na Dança Clássica Indiana? Raphael: Gosto muito de lecionar. Gosto de conversar e compartilhar meus conhecimentos em aula, como professor meu maior sonho é ter alunos interessados e dedicados.
Com minha viagem tive a oportunidade de me tornar representante do meu Guru aqui no Brasil, e estou programando uma turnê pela América Latina com ele em breve. Também desejo me apresentar no Festival Internacional de Odissi, e estou me programando para isso no ano que vêm. Quero muito poder levar a dança a muitos e muitos palcos, levar o Odissi ao coração das pessoas.
Dançarinos de SV: Como a sociedade pode contribuir com isso? Raphael: A sociedade precisa valorizar e estar presente nas atividades artísticas. É triste ver que a maioria dos festivais de dança possui em sua plateia apenas os parentes e amigos mais próximos dos bailarinos.
Quando o interesse geral aumentar pela dança, um maior número de apresentações se fará possível. Ao mesmo tempo o bailarino precisa ser respeitado como profissional, receber pelo seu trabalho, e isso se faz apenas se a sociedade consumir Arte.
Dançarinos de SV: Para concluirmos, deixe uma mensagem para todos os amantes da dança: Raphael: Busque ser o melhor sempre, não melhor do que o outro mas sempre o melhor que você pode ser e dar de si mesmo. Aprendam a respeitar o trabalho do outro bailarino, e saibam prestigiar e consumir arte. Deixe a crítica ácida e o comentário maledicente, e simplesmente faça o melhor ao invés de julgar o outro. Ensaie como se estivesse sempre em cena, e dedique-se sempre a execução perfeita do movimento. E lembre-se sempre de sentir intensamente o palco, pois não há nada como a sensação de dançar!!!
Conheça melhor a Dança Clássica Indiana 
Endereço eletrônico: www.shaivabhakta.blogspot.com 
Dedicado a cultura, arte e espiritualidade hindu. 
 E-mail rapha.odissi@gmail.com
Confira a entrevista cedida originalmente no blog : 
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segunda-feira, 4 de junho de 2012

ENTREVISTA - GABRIELA MIRANDA

BLOG: Conte-nos sobre sua trajetória na dança do ventre/tribal; Como tudo começou para você? 

Eu comecei a dançar ainda pequena, no início das minhas atividades escolares. Não me lembro de não dançar. Eu fazia aula com uma professora que dava movimentos de street dance e jazz , na minha própria escola. Depois conheci a Dança Cigana e comecei a estudar por conta própria, ainda pequena. Mais tarde, pelos meus 10 ou 11 anos (em 1999) eu me interessei por Dança do Ventre e também comecei a estudar por conta própria. Fiz meu primeiro workshop com essa idade, pois na minha cidade não haviam professoras com aulas regulares (eu cresci numa cidade bem pequena no litoral gaúcho, chamada Imbé).



Pelos meus 14 ou 15 anos conheci minha primeira professora de Dança do Ventre e minha grande mestra na dança, Rôsmary Lisboa Lopes, ela havia recém se mudado para minha cidade e eu imediatamente comecei a ter aulas regulares com ela duas ou três vezes por semana, quando eu podia. Em 2004, eu tendo uns 15 anos, ela me pediu para começar a substituí-la nas aulas quando ela fosse viajar e, assim, comecei a dar aulas sob a sua supervisão. Ela foi e é realmente importante para mim porque suas aulas eram muito especiais. Ela sempre preferiu se manter fora do meio competitivo da dança e sempre encarou a Arte como uma forma de expressão mesmo, e não como algo lucrativo. Suas aulas não tinham espelho - ficávamos em círculo - e eram centradas no autoconhecimento. Ela me ensinou a enxergar a dança como algo natural, algo que vem da alma. Paralelo a isso comecei a ir para Porto Alegre fazer workshops e aulas com outras professoras. Fiz um curso para professoras com a Brysa Mahaila que me acrescentou muito! Comecei a dar aulas em diversas escolas de dança e academias da minha cidade e cidades vizinhas.


Em 2006, eu conheci as fusões através de um vídeo da Ariellah... Eu sempre fiz parte de um meio mais alternativo e sempre ouvi muita música Dark, Gótica, EBM, 80's, Metal em geral, então comecei a procurar por fusões góticas na internet... Quando eu descobri que existiam e, mais, que existia todo um seguimento para essa dança, eu SURTEI! O primeiro vídeo que vi foi um da Ariellah Aflalo e mudou minha vida, sem exageros! Quando assisti vídeos de Fusão e depois de Tribal Fusion, eu me senti em casa! Era aquilo que eu sempre quis fazer e nem sabia! Nessa época eu já tinha todos os piercings que tenho hoje e algumas tatuagens, então, cada vez que ia me apresentar em festivais de Dança do Ventre o povo me olhava meio estranho. Veja bem, isso há vários anos atrás e no Sul, onde o povo não é tão liberal como aqui em São Paulo. Imediatamente eu comecei a estudar os movimentos por conta própria, pois, de novo, não haviam professoras na minha cidade. Um ano depois comecei a me aventurar a fazer solos e a acrescentar os movimentos de Tribal nas minhas aulas de Dança do Ventre. Minhas alunas gostaram tanto que montei minha primeira turma de Tribal Fusion e, em seguida, inserimos o estilo no nosso grupo de dança. As turmas de Tribal só aumentaram e passei a dar aula do estilo em outros lugares, além da minha cidade.

Em 2008, fiz aula com Ansuya Rathor e com Bárbara Kale, bailarina de Tribal Fusion e ATS do sul, que dançou em Chicago com o Read My Hips. Essas aulas foram um divisor de água na minha carreira. Ansuya ensinou fusões e até um pouquinho de Tribal, além de arrasar num work de snujs. Com a Bárbara foi apenas um workshop de ATS, mas abriu a minha mente de um jeito incrível! Comecei a estudar o ATS paralelo ao Fusion e achei a origem de diversos passos que as bailarinas que amo usavam e eu não sabia direito da onde vinham. 

Em 2009, vim para São Paulo, para o Encontro Internacional realizado pela Bele Fusco, conhecer a minha maior inspiração: Ariellah Aflalo. Ela é realmente importante para mim porque foi o vídeo dela que deu rumo para a minha dança. Fiz aula com Sharon Kihara, Mardi Love e, claro, com Ariellah. Conversei muito com ela e me senti extramente feliz em saber que além de ser minha bailarina favorita, ela é um ser humano incrível! Desde então não a larguei mais e faço aula com ela sempre que posso. Depois de alguns meses me mudei para São Paulo, por motivos amorosos (hehehehe), e começou um novo capítulo no Tribal para mim. Desde então, conheci muita gente legal, viajei bastante e fiz aulas com pessoas incríveis, entre elas: Mira Betz (que junto com a Ariellah está no topo da minha lista de inspirações), Frederique (idem, uma pessoa e professora incrível!), Moria Chappell, Kami Liddle, Sônia Ochoa, Mariana Quadros, Kilma Farias, Bela Saffe, Nanda Najla, Mahaila el Helwa e por aí vai... Do Tribal e da Dança do Ventre; do Brasil e de fora.


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Eu sou péssima nessas coisas... Bom, eu acho que o quê nos faz dançar, antes de tudo, é a paixão. As emoções fortes, em geral, são o quê nos move. O amor e também a dor... Eu sei que é piegas e batido o que vou falar, mas a dança para mim é realmente uma ferramenta de catarse, de expressão e também de expurgação... Eu tento manter isso em mente, mesmo quando me frustro com minha técnica, meus solos, minhas coreografias, porque vivo disso profissionalmente. Quando tenho vontade de desistir eu lembro do que me faz dançar e continuo... Eu danço porque não sei viver sem dançar. Quando meu corpo transborda com alguma emoção ao invés de chorar, eu danço. É brega, mas é verdade. Então a dica é: Dance porque você ama dançar. Não force nada. Tudo virá se for consequência da sua paixão, do seu amor pela dança. Trabalhe e treine muito se deseja evoluir com a sua técnica, mas deixe a sua dança fluir naturalmente e ela vai te conduzir por caminhos inesperados.

ENTREVISTA COMPLETA COM FOTOS E VÍDEOS:
http://aerithtribalfusion.blogspot.com.br/2012/06/entrevista-6-gabriela-miranda.html


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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

ENTREVISTA - CRYS EDA

BLOG: Conte-nos sobre sua trajetória na dança do ventre; como tudo começou para você? 
Comecei na dança bem novinha ainda, tinha 03 anos de idade. Comecei no ballet clássico, jazz, sapateado, dança do ventre e depois tribal fusion. Sempre gostei muito de arte (dança, canto, etc) e minha mãe percebendo isso já me matriculou em uma escola de dança Escola Educativa Isadora Duncan, onde me formei em ballet clássico, aos 12 anos de idade.

Já a Dança do ventre foi no Stúdio de Danças Árabes Cyra Gagliardi, onde aprendi sobre a cultura árabe e onde me formei em dança do ventre. Tenho exatamente 15 anos de carreira na dança!
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Amei poder participar desse blog criado pela pessoa mais adorável Panda!!!

Se você ama a dança, a arte, siga em frente. O caminho é difícil, tem alguns obstáculos, mas tudo se aprende. Nunca desista de um sonho. Faça com sua própria essência. Mostre, crie, sem medo, mas suba num palco com sua alma...




ENTREVISTA COMPLETA COM FOTOS E VÍDEOS: