sexta-feira, 19 de abril de 2013

ENTREVISTAS - BETTY DAMBALLAH

BLOG: Conte-nos sobre sua trajetória na dança do ventre/tribal. Como tudo começou para você? Para primeiro contato com dança devo falar sobre a capoeira que tem definição dupla: dança e arte marcial. Meu pai foi um dos primeiros mestres de capoeira do sul do Brasil, assim, iniciei na capoeira com 5 anos . Aos 6 anos fiz minha primeira apresentação na TV. Aos 15 já lecionava com o grau de professora, mas não gostava, pois adorava “dança” com musica que eu gostava, a dança dos filmes de cinema... kkkk ... mas meu pai só tinha uma palavra: capoeira. Assim iniciei no jazz somente quando pude pagar.

Iniciei no jazz aos 16 e fiquei por lá até os 19. Nessa época fazia aula com Ronald Pinheiro, grande nome da dança por aqui; mas agora ele está na dança de salão.

Depois fui para a aeróbica e também lecionei e dancei muito. Foi uma época muito gostosa! Mas estamos no Brasil, local de modismos: por conta da lambada a aeróbica foi meio que ficando para escanteio e eu precisava trabalhar. E não deu outra: dei aulas de lambada por dinheiro!! Eca!!! Kkkk E por incrível que pareça, foi onde ganhei mais dinheiro com dança: salas lotadas e fila de espera. Reflexão: “como o brazuca gosta de modinhas!”

Com o fim da lambada, eu precisava trabalhar e ganhar dinheiro como todos. Assim, entrei na área comercial . Reduzi meu contato com a dança para workshops e oficinas. Essa foi a época mais obscura da minha vida, pois seres dançantes sofrem muito quando não podem dançar/criar.

Adoraria fazer uma faculdade de dança ou de psicologia (que amo igualmente como a dança), mas as duas na época eram impensáveis para mim, as duas eram diurnas; e psicologia noturna era exorbitante para o meu bolso.

Assim minha formação foi em Administração com ênfase em Informática, por conta da área onde atuava que era Telecom. E por lá fiquei 15 anos. Meu último emprego nessa área foi na Embratel como gerente nacional. Onde com certeza me deixou desse jeitinho maluco kkkk... eram muitas viagens, metas alucinantes e ambiente emocional insalubre.

Ainda em Telecom em 2000 iniciei meus estudos com a dança do ventre. Uma amiga que dançava lindamente (nunca em publico ou profissionalmente) me dava aulas particulares: Marcia Nicolaki. Ótimas aulas, ótimos papos.

Necessitava de um método, assim em 2002 fui para a escola Arte em Movimento de Dunia Benke (KK),
que na época veio morar em Curitiba. Era um espaço lindo, todo temático. Um lugar dos sonhos que me acolhia quando eu estava estressada do mundo corporativo. E a Dunia tinha um método realmente muito bom e sua dança, de uma introspecção e beleza ímpar. Mas um dia ela foi embora e continuei as aulas com outra professora do espaço, a Dionara Dipp, que tem uma didática ótima. Aulas bem montadas e em seqüência. 

Adoro a dança do ventre, mas havia duas coisas que me irritavam profundamente: a maioria das músicas e os figurinos. Eu chegava em casa e praticava muito, muito mesmo; até 4 horas de prática, mas com as minhas músicas e pensava: “Por que não pode ser diferente??” Uma vez na net (aquela época não existia o Youtube), achei umas fotos de tribal. NINGUÉM sabia me dizer do que se tratava. Colhi alguns nomes e pedi para uma amiga que mora em Boston procurar alguns vídeos para mim e quando recebi o primeiro DVD do Awalin quase tive um treco: ACHEI A MINHA DANÇA!! Lilililililiiiiiiiiiiiiiii

Me arrepiei, meus olhos se encheram de lágrimas (parece piegas, mas bem isso que aconteceu, o tribal faz isso com a gente. Você acha que é você que escolhe a dança, mas não... acredite: Ela escolhe você!)

E fiquei com a Dionara até 2005, ano em que tentei minha primeira banca e reprovei; e também o ano de fundação do Damballah.

E para incrementar o tribal fiz o básico do flamenco em diversas oficinas; e quatro anos e meio de Barathanatyam com a mestra Tania Fraguas; e aulas trimestrais com a  mestra Patricia Romano.

Em 2009, veio finalmente a profissionalização em Dança Urbana Tribal. 

Não vejo o tribal sem a dança do ventre.  Assim considero que minha trajetória no Tribal começou lá em 2000.  Então tenho 13 anos na dança. Dançarina profissional DRT/PR 24466 ao seu dispor!! Lililililiiiiii


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Primeiro ato de fé do tribal: Se livre de toda a purpurina (em casos extremos faça uma desentoxicação com as pretas e roxas) .. kkkk .. Brincadeira.

Meu apelo: Se profissionalizem - de verdade!! Cobrem pelos seus serviços - de verdade. Use a prática do contrato – de verdade; e estude MUITO!! Aprenda a tocar snujs, por Zeus!! E pare de fazer coreografias “frankstain”, fica feio e todo mundo percebe sim! Lilililiiiiiiiiiiiiiiiiiii

ENTREVISTA COMPLETA COM FOTOS E VÍDEOS:

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quinta-feira, 11 de abril de 2013

ENTREVISTAS - BRUNA GOMES

Aerith entrevista Bruna Gomes
BLOG: Conte-nos sobre sua trajetória na dança do ventre/tribal; como tudo começou para você? 
As danças do ventre e tribal surgem para mim quase que misturadas, embora eu não soubesse disso. Iniciei meus estudos na Dança do ventre em 2000, pois me apaixonei ao ver uma bailarina, chamada Karina Iman, a qual admiro e considero ainda uma referência na dança, dançar num bar alternativo de Porto Alegre. Achei inusitada e linda aquela apresentação. Comecei o meu estudo na dança do ventre clássica com a professora Alessandra Padilha, e continuei sempre buscando em mim aquele tipo de dança que eu vira pela primeira vez: uma dança bela, exótica e lúdica. Por cinco anos mantive os estudos na Dança do Ventre desconhecendo a Dança Tribal. Porém, nunca me achei enquadrada no estilo clássico de dança do ventre. Meus figurinos eram exóticos e elaborados por mim, minhas composições coreográficas partiam muito de um processo criativo e nunca usava músicas clássicas ou folclóricas nas minhas criações.

Em 2005, eu já participava do Grupo Iman (grupo da professora que inspirou o meu percurso), e surgiu a oportunidade de apresentarmos uma coreografia no show de 10 anos de carreira da bailarina Brysa Mahaila, representando o estilo de dança tribal. Fomos à busca desse novo estilo, que desconhecíamos. Na época, o que tínhamos de referência eram apenas alguns textos retirados da internet e o DVD Foulis Berger – Superstars (não existia ainda o youtube no Brasil, o qual hoje é uma das principais fontes de pesquisa no campo da dança). Desenvolvemos uma coreografia de tribal, trabalho dirigido por Karina Iman e interpretado por mim, Daiane Ribeiro, Niriane Neumann e a própria Karina. Identifiquei-me na hora com o estilo e busquei pesquisar mais sobre este e, desde então, mantenho os meus estudos. Percebi que a estética de dança que eu sempre busquei e fiz foi de dança tribal.

BLOG: Deixe um recado para os leitores do blog. A linguagem corporal é a forma mais intensa e tocante de exercitar a interação, a dança é uma ferramenta para essa leitura. Seja interessado para poder ser interessante, só é possível emocionar se partir de dentro. Fica a dica! ;)












ENTREVISTA COMPLETA COM FOTOS E VÍDEOS:
http://aerithtribalfusion.blogspot.com.br/2011/11/entrevista-15-bruna-gomes.html
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