quarta-feira, 30 de julho de 2014

TRIBO MOSAICO - SC

INSPIRAÇÕES - Grupos Brasileiros: Tribo Mosaico
Tribo Mosaico é uma companhia de fusão de danças e culturas que acredita na possibilidade de realização de um trabalho coletivo de pesquisa teórico-prático em fusão de danças e outras manifestações artísticas, tendo as danças orientais como sua base e se aproximando à fusão tribal, estilo que nasce do ATS® (American Tribal Style), o qual se apresenta como uma releitura da dança do ventre e sua fusão à danças ciganas orientais, recebendo influências do flamenco e da dança indiana clássica. Atualmente, a companhia é formada por núcleos de funcionamento conforme a identificação de cada integrante à atividade desenvolvida, e núcleos de estudos conforme interesses das mesmas.
Nossa Tribo recebe o apoio do projeto “Práticas Corporais” da UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina – onde desenvolvemos nosso trabalho.

VisãoNossa visão é ser uma Companhia de Fusão de Danças referência em Florianópolis e região, por realizar criações artísticas com transparência e cuidado com as diferentes formas de arte, enriquecendo o panorama artístico e cultural local, especialmente a partir da Fusão de Danças.

Missão - Incentivar e disseminar a dança e suas fusões, visando a valorização do potencial criativo de cada colaborador nas criações coreográficas, gerando oportunidades para todos por meio da dança.

Objetivo Geral - Promover a dança e suas fusões, com olhar sistêmico, resignificando a feminilidade e valorizando o feminino através da própria dança e outras manisfestações artísticas, garantindo qualidade do trabalho, a partir de pesquisas e estudos teóricos e práticos de novos formatos coreográficos, resultando em apresentações e em eventos diferenciados.

Objetivos específicos

  • Estudar danças e outras manifestações artísticas e culturais como base da fusão de danças;
  • Realizar criações coletivas, e também incentivar criações individuais, em duplas ou trios, valorizando a presença da diversidade de saberes;
  • Realizar criações coreográficas a partir da fusão de diferentes vertentes artísticas, não se limitando à dança;
  • Realizar apresentações em grupo integral, em grupos menores ou individualmente dos trabalhos criados em eventos regionais e nacionais;
  • Promover e realizar espetáculos de danças e eventos em outros formatos;
  • Promover e incentivar a capacitação das bailarinas integrantes do grupo nas áreas artísticas escolhidas por elas mesmas;
  • Ministrar oficinas de dança compartilhando conhecimento teórico e prático;
  • Disseminar a dança como formação cidadã facilitando o acesso à arte;

Valores

  • Amor, cuidado, acolhimento, respeito;
  • Transparência, verdade e ética;
  • Cooperação, coletividade, consciência de grupo;
  • Valorização do sagrado feminino;
  • Responsabilidade social e ambiental.

Integrantes

Záira Rodrigues - Záira Rodrigues dos Santos nascida em Goiânia-Go, desde os 12 anos teve contato com a dança, inicialmente jazz, ballet contemporâneo e dança afro-brasileira. Aos 17 anos iniciou seus estudos na Dança do Ventre com a professora e coreógrafa Karla Gouveia, onde pode encontrar-se inteiramente com a genuína expressão da feminilidade e, desde então, vem participando de cursos e trabalhos que proporcionam o aprofundamento e evolução de sua dança. Atualmente integra o corpo de bailarinas da companhia Tribo Mosaico.

Rosângela Martins - Rosângela Martins (Ra’eesah Baher ) é natural de Porto Alegre/RS. Registro no SATED 1140/ CREF 0455/RS. Seu primeiro contato com a dança foi através das danças típicas do folclore do Gaúcho/CTGs. Em 1998, iniciou as aulas de dança do ventre com a bailarina e professora Amira Hãmra (Thaís Bernardes) no grupo Jóia do Nilo. Desde então tem se aprimorado e estudado com diversas bailarinas. Participa de grupos de dança, atuando como professora e dançarina, buscando sempre aperfeiçoar sua técnica na dança e aprimorando seus conhecimentos para ministrar suas aulas. Atualmente integra o corpo de bailarinas da companhia Tribo Mosaico.

Maggie Kleist - Fascinada pela dança, Maggie Kleist (Margarete Luiza Kleist), nascida em São João del Rei, MG, iniciou pela primeira vez em 2009 suas aulas de Dança do Ventre na UFSC(Universidade Federal de Santa Catarina). A partir deste momento encontrou nessa prática um novo horizonte, assim dando início a estudos e práticas de danças variadas. Ainda em 2009 entrou para um grupo de Fusão Tribal e desde então participa no desenvolvimento coreográfico da dança do ventre com outros ritmos e passa a trabalhar movimentos de dança, como o forró, a capoeira, danças afro-brasileiras, dança de salão e ritmos tribais. Como bailarina participou em coreografias apresentadas com o grupo Flores do Nilo e atualmente integra o corpo de bailarinas da Tribo Mosaico. 

Lis Madhava - Lis Madhava (Laise Orsi Becker) é bióloga da UFSC e divide sua paixão pelo estudo da vida com a dança. Iniciou pelo Ballet Clássico aos 3 anos, modalidade que estudou por 7 anos com diferentes professoras, mas abandonou ao iniciar Ginástica Artística. Encontrou-se na dança do ventre aos 13 anos, ao iniciar nas aulas da Jufih com quem se manteve até 2010. Teve experiências com profissionais nacionais e internacionais da área, em aulas regulares, cursos e workshops. Foi professora de dança do ventre iniciante e avançada no Projeto Práticas Corporais CDS/UFSC em 2010/1 e 2011. No momento concentra seus estudos na dança de salão. Realizou apresentações em espetáculos, festivais, festas particulares, restaurantes, eventos beneficentes. Participou dos grupos Ayuni, Luz femYnina, Flores do Nilo e, atualmente, Tribo Mosaico. 

JuliC - Membro do International Dance Conchil CID/UNESCO,natural de Florianópolis começa seus estudos em danças orientais em 2003. Adquire conhecimento estudando em aulas regulares diferentes estilos com diferentes mestras. Amante eclética das artes e com inclinação para o folclore árabe começa seus estudos e experiências com o Tribal Fusion a partir de 2009 junto ao grupo Flores do Nilo. Fez laboratório em diversas vertentes orientais entre elas dança Cigana, dança de matriz africana e Bollywood. No Tribal workshops de Fusion com Paula Brás, Joline andrade e Alana Reis e ATS® (American Tribal Style) com Emine Di Cosmo, Aline Muhana e Kristine Adams. Atualmente além de ministrar aulas de dança do ventre na grande Florianópolis compõe a Companhia Tribo Mosaico – fusão de danças.

Cíntia Vilanova - Iniciou seus estudos em dança do ventre em 2003 seguindo com aulas e cursos curtos. Em 2011, entrou para um grupo de Fusão Tribal e passou a desenvolver tal estilo dentro da sua caminhada na dança do ventre. Atualmente, faz parte do grupo Tribo Mosaico, o qual está vinculado ao Projeto Práticas Corporais da UFSC, e tem se aperfeiçoado estudando o Flamenco e formando-se em workshops com bailarinas nacionais e internacionais, bem como através de pesquisas das raízes teóricas das danças que usa para as fusões. Dentro do grupo, realiza apresentações em festivais locais e regionais, desenvolvemos espetáculo próprio e eventos culturais. É Bacharel em Ecologia e Mestre em Agroecossistemas, temas que também trabalha e desenvolve em sua vida pessoal e profissional. 

Alê Borges - Nascida em Florianópolis/SC, desde os seis anos teve contato com a dança, inicialmente jazz e ballet contemporâneo. Aos 15 anos iniciou seus estudos no teatro, participando de alguns cursos e montagens teatrais, mas foi novamente com a dança, em especial a dança do ventre e tribal, que reencontrou sua forma mais completa de expressão. Em 2009 iniciou seus estudos em Dança do Ventre e logo após dedicando-se a Fusão Tribal , vem participando de cursos e trabalhos que proporcionam o aprofundamento e evolução de sua dança. Sua formação inclui estudos com as professoras Julieta Furtado, Álika, Lydia El Charis, Naiáde Schardosim, Adriana Cunha, Emine Di Cosmo, Alana Reis, Sayonara Linhares, Joline Andrade, Gina Vitola, entre outras, bem como estudos em dança de salão, yoga capoeira e dança cigana. Atualmente integra o corpo de bailarinas da companhia Tribo Mosaico.

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NUANCES DA ILHA - FLORIPA/SC

Divulgação de Evento: Espetáculo “Nuances da Ilha” por Tribo Mosaico.

A Tribo Mosaico – companhia de fusão de danças vinculada ao projeto Práticas Corporais (CDS/UFSC) – apresenta o espetáculo Nuances da Ilha, nesta quinta-feira, 31 de julho, às 19h30, no Teatro da UBRO.

Com um mosaico de influências culturais, o espetáculo inova ao estabelecer um elo entre as tradições e símbolos locais com representações artísticas de diferentes partes do mundo. Para apresentar Nuances da Ilha, a Cia. dança a hula, faz fusão tribal e fusiona a dança do ventre com outras danças e culturas. Influenciado pelas suas origens “manezinhas”, esse espetáculo 
apresenta um retrato da história e dos aspectos que tornam a Ilha da Magia um local especial.

O para todos os que a visitam e nela ficam para viver suas belezas. Para isso, a Tribo Mosaico faz alusão aos aspectos culturais típicos daqueles que vivem em Florianópolis, de forma inusitada e sutil, partindo de elementos da dança oriental, passando pela contação de histórias e criando cenários de conexão com o modo de vida particular deste local.
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terça-feira, 29 de julho de 2014

JAMILA - Artista Circense, Bellydancer, e a Mãe do Estilo Tribal Americano




Biografia

A influência de Jamila Salimpour na dança do ventre nos Estados Unidos é reconhecido por seus fãs e seus inimigos. Por um lado, ela estudou muito, treinou muito e codificou o que ainda não havia sido descrito no mundo ocidental. De outro lado, ela introduziu um folclore popular e aspecto circense em seu trabalho, que ela nunca dizia ser autêntico, mas que muitos puristas condenam como enganosa. No entanto, se alguém toma a posição de que a dança do ventre é entretenimento, e os artistas estão aqui para atestar, a incorporação do exótico figurino, música e teatro feitos por Jamila Salimpour, pode muito bem ter salvo a dança do ventre da extinção, como o Ballet Russo salvou o ballet.

Jamila era uma dançarina profissional com sua própria banda, quando a primeira bem sucedida boate "Oriental' abriu em Los Angeles no início de 1950: The Greek Village. Este local contratou músicos de Jamila, mas não ela, alegando que seu bedlah* era ousado. Então Jamila ia até lá como cliente, fazia avaliações cuidadosas sobre clientela e entretenimento. Em um artigo publicado em Bhuz, Jamila descreveu o efeito de um determinado cantor escandalosamente eficaz tinha sobre o fluxo de caixa da vila grega. "Assim como na Feira Mundial de Chicago, em 1893, quando os dançarinos, ofenderam a sensibilidade do que era considerado a "norma", os clientes do Greek Village, vinham em grande número para ver o ofensor em primeira mão, a fim de passar de forma mais eficaz seu julgamento. A caixa registadora mostrava os lucros, os manifestantes ficavam a maior parte da noite para assistir Betty, e verificar se a fofoca era realmente verdadeira. Ela nunca os decepcionou." Link completo

Jamila tinha começado a ensinar no início de 1950. Quando seu segundo casamento terminou, ela conseguiu tanto dançar e como aulas no Fez, uma discoteca popular. Devido ao problemas que os restaurantes árabes estavam tendo problemas com dançarinos do exterior, que estavam entrando ilegalmente no país, e que estavam completando a sua renda como prostitutas, o Fez concordou em deixar Jamila proporcionar-lhes bailarinas americanas que fariam somente isto: dançar.

Em 1960, Jamila mudou para São Francisco, onde teve mais oportunidades para se apresentar. O público agora era composto especialmente por homens americanos, e não árabes, e o platéia americana estavam lá por causa da dança, não pela música ou pelo canto (o que eles não entendiam). Eles esperavam uma bailarina no palco o tempo todo, o que acabou transformando o conjuntos originais de 15 minutos em conjuntos de desgastantes 45 minutos. O lado positivo foi que Jamila foi exposta a muitos estilos regionais de dança, e absorveu-os como uma esponja. Os snujs (zills) tornaram-se um interesse especial para ela.

Em 1965: casou-se novamente, e novamente com um marido persa, que não permitiria que ela para dançar publicamente. Jamila, agora grávida, continuou a ensinar em tempo integral. Ela tinha enormes aulas (mais 300 em um ginásio de uma só vez). Parte de sua marca constituía em: chegar totalmente vestida e maquiada como uma apresentação. Sua impressionante aparência "dark" e seus dramáticos figurino, fizeram dela uma presença dominante. Ela favorecia o figurino folclórico  ao invés do cabaret tradicional para o efeito fins teatrais: fotografias dos anos 60, com freqüência a retratam no que se tornou sua assinatura, vestidos com Assuit e headpieces dramáticos.


Enquanto a filha Suhaila crescia, Jamila incorporou-a em sua vida de dança, ensinando-a a dançar, se apresentar e eventualmente, a ensinar. Jamila começou a codificar os passos que ela tinha aprendido, que facilitavam o ensino, e comprovaram-se úteis, quando a cena da dança do ventre começou a incorporar coreografias com música de grandes orquestras egípcias, e quando os vídeos se tornaram um forma popular de ensino. As coreografias passaram a ser escritas e compreendidas pelos alunos; os vídeos tinha uma maneira de dar nome àquilo que estava sendo ensinado. A terminologia de Jamila foi eventualmente absorvido pela cultura ocidental da dança do ventre e é usado como um padrão entre muitos professores e artistas de hoje.

No final dos anos 1960, Jamila formada a trupe tribal Bal Anat, inicialmente como uma forma de estruturar a dança do ventre que estava ocorrendo no Renaissance Pleasure Faire


Os donos da Feira estavam ameaçando expulsar as bailarinas de dança do ventre. A trupe foi extremamente bem-sucedida, realizando turnês com até quarenta bailarinos e músicos a qualquer momento. Jamila incorporou sua maneira única de compreensão do figurino étnico, dança Oriente Médio, música, dinâmica de circo com a excitação do público americano, para criar esta, distintamente americana, forma de arte: a dança do ventre tribal, que ela nunca representou como algo diferente de fantasia, mas que ficou em muitos imaginários como a dança do ventre "real". 


Do seu discurso apresentado em 1997 no Conferência Internacional sobre a Dança o Oriente Médio : "Eu ouvi um par de novas expressões, desde meu retorno a Berkeley. Eles são: East Coast Tribal, West Coast Tribal e o Ethnic Police, uma expressão que eu acho muito divertido. Eu não me oponho a qualquer coisa, desde que seja entretenimento. "


Referências:

* Bedlah - O bedlah é um traje árabe normalmente usado por mulheres. A palavra bedlah é o árabe para "traje". No mundo da dança do ventre, o termo refere-se simplesmente bedlah ao traje que um dançarino usa. Mais comumente é usado para se referir ao conjunto combinado de sutiã e cinto dançarinos usam, mas tecnicamente ele abrange todas as partes do traje da bailarina, assim, como a jóias, headband, saia, calça e véu. Esta é muitas vezes referido como um Bedlah completa. Ocasionalmente, também se refere a apenas uma parte do traje, como o cinto altamente ornamentado que dançarinos tribais usam, podendo ou não ter um sutiã combinando. O termo Bedlah pesado refere-se às partes mais robustas do traje da bailarina, o sutiã, cinto e jóias e o Bedlah leve termo inclui as porções fluxo de tecido do traje, a saia, calça, colete, choli e / ou véu. Bedlah originou-se no imaginário ocidental, de pintores vitorianos e foi adotado por bailarinos que atendiam ao público estrangeiro, que esperavam este visual. Muitos bailarinos também adotram o visual simplesmente porque gostavam dele, e ele sobreviveu para se tornar o traje mais popular para os dançarinos orientais em todo o mundo.

Tradução livre de Carine Würch

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sábado, 26 de julho de 2014

ENTREVISTAS - THE LADY FRED/ FRÈDERIQUE

Frèderique – The Lady Fred
Entrevista por Rebeca Piñeiro Tradução de Gabriela Miranda | Entrevista feita para Revista Shimmie Ampliando Conceitos
Nascida em Beirute (Libano) e residente na Califórnia (EUA), Fréderique (Lady Fred) é uma bailarina internacional de dança do ventre “avant-garde teatral”. É artista, performer, instrutora, pioneira e criadora do “Silent Sirens Theatre” e do “Black Heart Ballads”. Site: http://theladyfred.com/
1. Como define seu estilo de dança? Fale um pouco sobre ele. Essa sempre foi uma pergunta difícil de responder… E que eu espero nunca poder realmente definir. Meu estilo de dança é um pouco eclético e é por isso que escolhi “avant-garde “, um termo francês definido como: "Advance Guard", usado em inglês como um substantivo ou adjetivo para se referir a pessoas ou obras que são experimentais ou inovadoras, particularmente no que diz respeito à arte, cultura e política.
Isso me deixa com muito espaço para ser criativa. Junto com isso, eu uso o “teatro” na minha descrição de estilo porque é algo que eu descobri na dança em torno de 2005 e vem muito natural para mim. Eu sou uma pessoa muito expressiva e as palavras têm uma limitação para mim que os movimentos não tem.
2. Conte um pouco sobre sua caminhada na dança, como esta arte começou em sua vida? Eu tenho sido uma dançarina toda a minha vida, eu digo isso de uma maneira não convencional. Eu passaria horas dançando no meu quarto sozinha quando eu era criança; dança sempre foi uma parte da minha vida junto com a música, que sempre foi uma paixão para mim desde que me lembro. O único treino “oficial” que tive em minha juventude foi de 3 anos na patinação artística (9 – 12 anos). Houve um pouco de ballet incluído nisso porque eu também estava em uma equipe de patinação artística e todos nós tínhamos de fazer saltos, etc, mas nada formal.
3. Quais são suas principais inspirações? A maior inspiração para dançar é a música que eu descobri nos últimos 10 anos, e é provavelmente a maior de todas as minhas paixões artísticas. Eu aprendi sozinha a tocar piano quando eu era uma garotinha, eu cantei em corais por 8 anos, mas a parte rítmica é a minha favorita.
Eu toquei bateria (kit de bateria com 5 peças) por alguns anos, principalmente punk rock, mas eu estava em formação de jazz clássico, quando eu tinha cerca de 19 anos, e também é por esse motivo que eu fui inspirada por coisas antigas. Mesmo que o vinil esteja obsoleto agora eu ainda tenho meus discos de jazz antigo, death rock e punk, alguns dos quais você não pode nem mesmo encontrar para download.
4. Quando sente que precisa de novas ideias, onde busca novas inspirações? Isso pode ser estranho, mas nunca me sinto como se eu precisa de idéias novas, eu nunca nem pensei nisso. Inspirações me cercam … Cada coisa que eu vejo, cheiro, toco ou escuto me inspira, eu sinto que não posso reter a abundância de idéias que vêm à minha cabeça de tudo isso! Isso não significa que todas as minhas idéias são boas também, isso só significa que eu tenho sempre uma fonte de reserva para puxar se eu estou possuída pela necessidade de criar algo apenas olhando ao redor.
Em geral, porém, eu costumo olhar para fora da dança do ventre, não por inspiração, ou seja, eu utilizo as coisas que eu realmente desfruto da minha vida fora da dança do ventre para influenciar a minha criatividade na dança do ventre. Isso mantém o meu estilo mais autêntico e fresco também.
5. Sua dança é reconhecida pela originalidade do estilo e dos movimentos que foram criados por você mesma. Conte-nos sobre as dificuldades que enfrentou ao desenvolver seu próprio estilo e suas alegrias com as conquistas. Tão longe a estilização da dança vai, estranhamente, isso é algo que me veio como uma surpresa.. Eu definitivamente pensei muito sobre apresentação e técnica, mas nunca em dançar um estilo em particular. Há uma linha tênue entre os dois e eu os definiria assim:

- Estilo de dança: Como você se move, sua composição, fluidez, etc

- Apresentação de Dança: Seu figurino, música, seu gênero, etc
Eu nem sequer pensei no meu “estilo de dança” pessoal até que eu comecei a ouvir de outros como eles me percebiam por cerca de 6 anos em minha carreira em que todos disseram as mesmas coisas. Até hoje eu posso falar o que as pessoas dizem sobre mim, mas eu pessoalmente tenho dificuldade em ver isso tudo.
Às vezes eu tenho um vislumbre, mas meu instinto me diz que é melhor deixar acontecer sem a minha interferência, por medo de destruir sua inocência e essa qualidade de “anjo da guarda” que tem para mim. Estou muito orgulhosa das minhas realizações apesar de ainda haver muito mais trabalho e prática a serem feitos.
6. Você é responsável pela introdução de novos estilos musicais no tribal (dnb / dubstep / música clássica / trilhas sonoras). Fale um pouco sobre o risco de sair dos padrões e a importância de agregar novos elementos para o mundo da dança.
• O risco é a sua estabilidade psicológica. Há uma grande ansiedade envolvida em apresentar algo novo para as pessoas. Eu não estou falando sobre a ansiedade normal que você sente antes de entrar no palco, eu estou falando sobre ter ansiedade sobre o que vai defini-la depois de entrar no palco.
No início, quando eu estava em trupes e oferecia idéias inovadoras, isso era recebido pelo público como uma entidade apresentando a idéia, não uma pessoa específica, então eu podia, de alguma forma, me esconder por trás do véu da minha trupe, o que foi uma grande maneira de começar, como eu tive a oportunidade de ver a reação do público e o que eles tinham a dizer sem que isso caísse apenas sobre os meus ombros. Mas quando eu comecei a solar, eu sabia que tudo o que eu apresentasse refletiria somente sobre mim, o que foi aterrorizante, especialmente porque eu sabia que eu estava estreando algo novo, e eu não tinha onde me esconder.
Mas com o tempo cheguei a um acordo com a verdade: alguns vão gostar, outros não … Espero que mais pessoas gostem do que não gostem, mas eu TENHO que fazer isso porque, em última análise, isso é mais importante do que o medo das pessoas não gostarem do que eu produzo.
• Existem diferentes escolas de pensamento e prática na sociedade e eu respeito todas elas, neste caso: inovação versus tradição. Eu sou uma criadora, mas eu não derrubo a tradição, assim como tenho muito respeito por ela e acho que ela é muito importante para a história humana e da vida em si uma vez que simboliza segurança, estabilidade, validade, longevidade, identificação e, finalmente, algo para ter orgulho de ser parte. Porém, existem pessoas por aí que não gostam de outras mudando a tradição, mas eu olho para isso como ‘adicionar’ algo a tradição, não apagá-la. Eu acho que é importante lembrar que o que agora é tradição, uma vez foi uma idéia. Há aqueles que estão determinados a seguir exatamente os passos do respeito em homenagem àqueles que criaram a tradição, o que promove a sua longevidade. Esta união é linda.
8. Depois que a dança entrou em sua vida, o que mudou na Frédérique fora dos palcos? A minha confiança e auto-estima têm florescido desde que decidi dedicar minha vida à dança e expressão criativa. Eu também encontrei um outro lado de mim … Um lado feminino. Eu sou um ‘tom-boy ” no coração, mas um que pode usar vestidos e batom agora!
9. Quais foram os professores que mais marcaram sua trajetória e porque? Eu só tive duas professoras de dança do ventre na minha carreira. Luna foi a minha primeira e eu fiquei com ela por cerca de 5 meses. Então eu vi Jill Parker e fui fisgada. Ela foi a única influência verdadeira na minha dança, assim, assistí-la e treinar com ela de 1997 a 1999 sem intervalo, me ensinaram algo que você não pode facilmente aprender: fluidez e graciosidade.
10. Você nasceu em Beirute, no Líbano e possui ascendência síria, armênia, italiana e francesa. Como essa mistura de culturas influencia em sua dança? Para ser honesto, eu não acho que influencia, mas isso não significa que eu estou certa. Eu muitas vezes ouvi do velho povo do oriente médio “Está no seu sangue, é por isso que você é boa no que faz.” Mas eu realmente não sei!
11. Por alguns anos, você estudou o estilo ATS®(AmericanTribalStyle®) com Luna e Jill Parker, no que este estudo influenciou e influência hoje em sua dança? Como eu mencionei antes, a fluidez e a graciosidade foram e ainda são as maiores influências na minha dança que eu tirei a partir dos dois anos que estudei ATS com Jill Parker.
12. Na sua opinião, qual é a importância que o estilo ATS®(AmericanTribalStyle®) tem para o Tribal Fusion? Eu acho que é muito importante. Falei sobre a tradição acima, este é um exemplo perfeito, exceto que o Tribal veio antes do ATS. Não importa o que veio primeiro, é importante respeitar e honrar suas raízes. Se você vai se chamar de bailarina de Tribal Fusion … Você deveria ter estudado extensivamente o Tribal ou o ATS.
13. Você foi convidada para participar do Festival Campo das Tribos que é o maior evento de tribal realizado anualmente na capital de São Paulo para ministrar workshops e dançar no show principal. Conte-nos como se sentiu ao receber um convite para trabalhar no Brasil e ao saber que seu trabalho é reconhecido em nosso país. É uma grande honra ser reconhecido e convidado para um país tão bonito. Eu mal posso esperar até sair do avião e cheirar o ar estranho, me inspirar para instruir e me apresentar em São Paulo, Brasil!
14. Você é uma das pioneiras no Tribal Fusion. Como é para você ver que este estilo hoje é reconhecido e praticado mundialmente? Imaginou que tomaria esta proporção? Devo admitir que eu não tinha idéia que iria crescer a tais proporções épicas … Tem sido uma coisa incrível. Eu não posso dizer como é bom visitar um país a milhares de quilômetros de distância de onde eu moro e assistir outras bailarinas dançando dubstep, mixando seus sets, ou usando teatro em suas apresentações apenas para saber que se essa bailarina viu ou ouviu de algum outro lugar ou de alguém primeiro, eu sou a fonte original. É uma experiência poderosa e válida.
15. Se pudesse mudar alguma coisa no mundo da dança tribal, o que mudaria? Eu gostaria de ver a dança do ventre em geral ser mais respeitada como uma forma de arte aos olhos do público e que mantivesse os mesmos padrões que as outras danças profissionais mantém, como: Ballet, Jazz ou Dança Moderna. Esperemos que isso virá quando a maioria dos bailarinos elevar o nível de profissionalismo e dedicação à técnica da dança.
16. Deixe um recado aos leitores da revista Shimmie como motivação para continuar a dançar. Seja pelo que for que você esteja apaixonado em sua vida, nunca lhe negue sua total atenção e sempre recuse qualquer medo proveniente disso.

terça-feira, 22 de julho de 2014

10 livros que ajudam a desvendar o Sagrado Feminino


Existem diversos livros para quem tem interesse em aprofundar conhecimentos sobre o Sagrado Feminino
São publicações que trazem os arquétipos das deusas, questionamentos sobre os papeis assumidos pelas mulheres em um modelo patriarcal de sociedade e reflexões sobre as luzes e sombras da maternidade, entre diversos outros aspectos.
Matéria publicada pelo site Nosso bem Estar.
Confira a lista:
  • Mulher dos 0 aos 90 (e além) -  Joan Boricenko
  • Tendas e Clãs do Sul - Jornadas Femininas de Amor e Cura - Lúcia Torres
  • Círculos Sagrados para Mulheres contemporâneas - Mirella Faur
  • O poder da parceria - Riane Eisler
  • A Influência da Lua na Nossa Vida Diária - Sasha Fenton
  • Mulheres que Correm com os Lobos - Clarissa Pinkola Estes
  • A Idade do Poder. Transformação, Saúde e Beleza para a Mulher - Márcia De Luca
  • Fiando Palha, Tecendo Ouro. O que os contos de fada revelam sobre as transformações na vida da mulher - Joan Gould
  • Mulheres, Mitos e Deusas. O feminino através dos tempos - Amrtha Robles
  • A Luz Da Deusa - Rae Beth

sábado, 19 de julho de 2014

VÍDEOS - KILMA FARIAS

Homenagem a Ruth St. Denis - Kilma Farias



Ruth Saint Denis (1879-1968), bailarina e coreógrafa, seus primeiros trabalhos são indicativos de seu interesse no misticismo exótico e a espiritualidade. Depois de ver uma imagem da deusa egípcia Isis em uma campanha de cigarros, Saint Denis começou a pesquisar a dança da Ásia, principalmente da Índia, junto com Ted Shawn, também bailarino, tornaram-se conhecidos por suas produções com estilo oriental. Apresentou seu primeiro solo, Rhada, em Nova York no ano de 1906.

Fundadora da escola de dança Denishawn, inaugurada em 1914, uma parceria com seu esposo Ted Shawn. Martha Graham foi uma das mais famosas alunas, entre outros como Doris Humphrey e Charles Weidman. Em 1938 criou o programa de dança da Universidade Adelphi, um dos primeiros departamentos de dança em uma universidade norte-americana. Faleceu em 1968 deixando publicada sua biografia An unfinished life.


 

  
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quarta-feira, 16 de julho de 2014

NO PRINCÍPIO (por Jamila Salimpour)


O primeiro clube de sucesso em Los Angeles, que tinha um sabor oriental era o Greek Village na Hollywood Boulevard. Foi por volta do início de 1950, uma época em que as atrizes italianas dominaram o cinema americano... Sylvia Mangano, Anna Magnani, Gina Lollobrigida... bem-dotadas, para os sutiãs acolchoados transbordando, ao gosto de Jayne Mansfield e Jane Russell. Todos usavam blusas com as golas super amplas, que mostravam os ombros, este era o tanto de nudez que era permitido naqueles dias. Dançar com o abdome a mostra era considerado arriscado e ​​ainda um tabu. Então, quando meus músicos foram contratados pelo Greek Village e perguntaram aos proprietários se eu poderia juntar-me a eles, a resposta foi não. Eles não queriam que uma dançarina em um traje tão curto! O casal que comprou o restaurante tinha uma filha, que dava um belo suporte. Eu acho que eles eram gregos da Costa Leste, e tocavam muita música turca. A esposa era a anfitriã e cantava em grego, turco e um pouco de árabe. A filha, que se parecia com Jane Russell, usava roupas que mostravam os ombros, blusas reveladoras. Ela tocava um atabaque que ficava logo abaixo de seu busto. Em uma época de inocência, esta era uma atração característica e um tema de conversa entre muitos dos clientes, predominantemente masculinos. E assim eu fui ao Greek Village como um cliente, ocasionalmente levantando-me para dançar por insistência dos meus músicos, mas ainda sem há oferta de emprego.

Originalmente, o Greek Village foi dividido em duas partes, a parte traseira era fechada quando o negócio ainda era novo. Como os negócios aumentaram, a partição foi movido cada vez mais para trás, até que toda a loja mostrou-se como um grande retângulo. A mensagem se espalhou pelos marinheiros gregos sobre o o  Greek Village, e quando seus navios chegavam ao porto, eram apresentados com algumas das melhores dança grega que eu já vi. No início, o palco era de centro-frente, mas como a nova audiência de clientes-artistas cresceu, o palco foi transferido para o meio do retângulo no lado da mão direita. Uma lâmpada nua pendurada diretamente sobre o palco e tornou-se um concurso semanal internacional para ver qual dançarina poderia chutar alto o suficiente para bater a lâmpada. A dança de exibição favorita era Zabek. O Ouzo (bebida grega) fluia livremente, como uma águia, um após o outro abria as asas na dança ritual. Homens gregos gostam de dançar. De vez em quando uma mulher se levantar e fazer um recatado Cifte Telli*. Ainda nenhuma oferta de emprego para mim. Os negócios, no entanto, estava começando a crescer.

* O Tsifteteli (em grego: τσιφτετέλι; turco: çiftetelli), é um ritmo e dança da Anatólia e dos Balcãs com um padrão rítmico de 2/4 [1] Em turco, a palavra significa "dupla de cordas", tirada do estilo de jogo de violino. que é praticada neste tipo de música. Há sugestões de que a dança já existia na Grécia antiga, conhecida como a dança de Aristófanes Cordax. [2] No entanto, é muito comum na Grécia e na Turquia, mas também em toda a região antigo Império Otomano.

Meus músicos foram substituídos por músicos profissionais importados diretamente da Grécia. O primeiro contingente incluiu a escandalosa Betty Daskalakis, cantora, sedutora, e designer de vestidos estranhos, com fendas em todos os lugares errados, os quais geraram muita fofoca entre as "pessoas morais", despertando a curiosidade de toda Los Angeles. Assim como na Feira Mundial de Chicago, em 1893, quando os dançarinos, ofenderam a sensibilidade do que era considerado a "norma", os clientes do Greek Village, vinham em grande número para ver o ofensor em primeira mão, a fim de passar de forma mais eficaz seu julgamento. A caixa registadora mostrava os lucros, os manifestantes ficavam a maior parte da noite para assistir Betty, e verificar se a fofoca era realmente verdadeira. Ela nunca os decepcionou.

Jamila, dancer, Adel Sirhan, oud player, Lemmy Pasha, Kanoun, Yousef, violin - 12 Adler Place


Copyright © Jamila Salimpour 
Sobre o autor: Jamila começou as performances de sua carreira aos 16 anos como dançarina acrobática no Circo dos Irmãos Ringling. Ela estudou a música e Dança do Oriente Médio e em 1947 começou a aparecer em eventos culturais e clubes étnicos em Los Angeles e depois em São Francisco, onde foi proprietária do Bagdad CabaretEla começou a lecionar em 1952, desenvolvendo um método exclusivo de decomposição verbal e terminologia para os movimentos que a maioria de nós usa hoje. Ela treinou inúmeros professores e artistas de todo o mundo (incluindo Shareen el Safy, Horacio Cifuentes, e John Compton), e produziu seminários de uma semana de duração e festivais, muitas vezes ensinando juntamente com a filha, Suhaila SalimpourEm 1969 criou a Bal Anat, atuando e em tour com 40 membros da troupe.Jamila tem vários trabalhos pessoais publicados, incluindo “Finger Cymbal Manual” (Manual de Snujs), uma história da dança do Oriente Médio “From Cave to Cult to Cabaret”, uma coleção fotográfica de dançarinas do Oriente Médio na Feira Mundial de Chicago, o manual "Dance Format" e inúmeros artigos.


Tradução livre de Carine Würch
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segunda-feira, 14 de julho de 2014

ENTREVISTAS - MARIAH VOLTAIRE

AERITH entrevista MARIAH VOLTAIRE
Texto extraído do Blog:
http://aerithtribalfusion.blogspot.com.br/2013/07/entrevista-28-mariah-voltaire.html
BLOG: Conte-nos sobre sua trajetória na dança do ventre/tribal. Como tudo começou para você? 
Tudo começou com as aulas de Dança do Ventre, nem lembro exatamente em que época foi, acho que em 2004, mesmo período que conheci a Dança Tribal, por isso fui fazer Dança do Ventre. Lembro que fiz poucas aulas, porque eu achei um saco ter que ficar vendo a mulherada purpurinada competindo para ficar em frente ao espelho. Não era isso que eu queria para mim.

BLOG: Quais foram as professoras que mais marcaram no seu aprendizado e por quê? 
Não tive muitas professoras, as que eu posso citar são bem poucas, uma delas foi Tânia Fráguas, professora de dança Clássica indiana Barathanatyam. Lembro que as aulas com ela eram muito empolgantes, o espaço que ela dava aula era todo místico, gostoso, me sentia bem lá. Outra foi a Sharon Kihara, que tive o imenso prazer de fazer um work com ela em Lisboa, foi ótimo. Marcou-me a maneira como ela lidava com as alunas, não tinha o ego inflado sabe? Ela estava aprendendo tanto quanto nós.

BLOG: Deixe um recado para os leitores do blog.
“... é preciso inventar modos de habitar o mundo.”
(BOURRIAUD, 2009). 

O meu eu já inventei!



sexta-feira, 11 de julho de 2014

BAILARINA - JANIS GOLDBARD

JANIS GOLDBARD


Sou paulistana vivi em Belo Horizonte e agora vivo a um ano e meio em rio branco, até meados de 2000 eu fazia kung-fu, depois é que fui apresentada à dança do ventre, mas não a praticava de forma continuada e somente em 2009 dei seguimento em uma escola muito especial pra mim, a de Nanda Najla, daí fiz alguns works de dança do Ventre, Tribal e fusões que a escola organizava com bailarinas conceituadas como Priscila Nayara, a própria Nanda Najla, Analu d”Alessandro, Priscila Patta, Thalita Menezes, Mariana Schimit e Regina Martins entre outras de do Ventre com Fátima Pontes, Marília Pires e Yanne Alimah, Também participando de cursos e oficinas de danças contemporâneas com Valeska Alvim, Lígia Tourinho, Christina Streva, Thardelly Lima, Ananias Break, Sanclé Souza, Alex Matos e Regina Maciel.

Atualmente ministro aulas e trabalho no processo de criação de um grupo de Tribal Fusion aqui em Rio Branco, além de ser bailarina integrante do grupo Expressões Contemporâneas “Criação e Visibilidade” em parceria com Sesc e também integrante do corpo de baile da Cia Garatuja de artes Cênicas.

Representando a Tribal Fusion  em Rio branco/ Acre

No II Festival de Danças de Rio Branco que ocorreu no dia 17/05/2014 o Tribal Fusion, através de mim, foi  representado mais uma vez no cenário da dança na cidade de Rio Branco.

Desta vez então no formato de Festival com jurados e premiações, regulamento com uma análise técnica que dentre tantos estilos como jazz, balé, dança contemporânea, hip hop, dança do ventre, forró , dança de salão e outros estilos a  comissão técnica  teria que julgar autenticidade, figurino, musicalidade, composição coreográfica e  movimentação de palco.

Além de estarem presentes  bellydancers e grupos organizados de vários outros estilos, grupos de jazz de cidades vizinhas enfim, o cenário da dança representada no festival , a comissão de jurados foi formada por diretores de companhias conceituadas da cidade, coreógrafos e bailarinos de jazz e balé,  membro integrante da cultura de dança de rua, diversos olhares para julgar várias modalidades.

A comissão de jurados por unanimidade escolheu a Tribal Fusion  representada na figura de Janis Goldbard como 1º lugar solo, um dos jurados depois me disse que causei estranhamento e uma escritora renomada acreana disse que a Tribal Fusion é uma linguagem nova aqui na cidade e que a ela hipnotizou de maneira que não conseguiu tirar os olhos até o fim da apresentação.

O conceito da coreografia criada é a da valorização da cultura de raíz, como sou descendente de índios quis homenageá-los nessa composição e também como  estou me aprofundando no estudo da ATS quis usar elementos que me remetessem a raíz da Tribal Fusion e também quis homenagear meus  professores de contemporâneo  e  também as grandes mestras  da Tribal Fusion  sem as quais não estaríamos aqui hoje participando um pouquinho dessa linguagem de dança tão autêntico, criativo e novo.

** Material enviado por Janis Goldbard para este Blog para publicação e divulgação. 
Dando ao Blog Nossa Tribo & Nossa Dança o direito de divulgar sua imagem, escritos e vídeos. **

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