segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

1ª Derbakeada do Brasil


Vamos levar Brasília inteira pra tocar derbake com a gente e aprender a dançar o dabke no Bairro Arabe do Festival Medieval

Não deixem de comparecer a primeira Derbakeada do Brasil!!!!

É só trazer o seu derbake ou algum outro instrumento de percussão, como o cajon, djembe, etc... 

Coordenação Bety Vinil

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

TERMINOLOGIA

Estudando através do Datura Online, me deparei com uma página sobre a terminologia que o site utiliza, para melhor organizar os vídeos e os estilos de dança, deixando mais fácil a busca, quando alguém quiser pesquisar um vídeo.



Cabaret Americano
O estilo Cabaret Americano, desenvolveu seu próprio estilo teatral característico, muitas vezes usando movimentos turcos e egípcios tradicionais, dentro da música moderna ou tradicional. É popular em restaurantes e festas de rua, e é conhecido pelos adereços usados durante a dança, bem como o incentivo da interação com o público.

American Tribal Style®
É um estilo moderno da dança do ventre, criado pela diretora do FatChanceBellyDance®, Carolena Nericcio. O Estilo Tribal Americano | American Tribal Style® é claramente definido e documentado, sendo suas principais características: improvisação em grupo, um vocabulário e figurino distintos, e orientações específicas para liderar e seguir.

FatChanceBellyDance®, FCBD®, ATS® são marcas registadas a nível federal do FatChanceBellyDance, Inc. Para mais informações, por favor visite aqui.

Clássico Egípcio
Raqs Sharqi, que significa literalmente "Dança Oriental", é o estilo egípcio clássico da Dança do Ventre que se desenvolveu durante a primeira metade do século 20. Com base em estilos populares tradicionais e com influências ocidentais, como: bandas, o balé russo, dança latina, etc. Este estilo híbrido era dançado principalmente nos cabarés do Egito e no início do cinema egípcio.

Contemporâneo
Refere-se a Dança do Ventre com uma forte influência da dança moderna ou contemporânea.

Fusão | Fusion
Esta categoria muito geral pode se referir a qualquer tipo de Dança do Ventre que é fusionada com qualquer outra forma de dança.

Dança Indiana
Formas de dança indiana são tão variadas quanto as multidões de culturas e grupos étnicos na Índia. Os estilos variam desde formas clássicas, como Odissi, Khatak e Bharatanatyam, até as várias formas de dança folclórica, incluindo Khalbelia, a dança do Rajastão, os ciganos tribais nômades, bem como formas de dança populares, como Bollywood e Bhangra

Improvisational Tribal Style (ITS)
É um grupo de dançarinos com raízes de dança dentro do Tribal Style, que fazem improvisação de grupo, através de movimentos previamente combinados. Solos são realizados, mas são geralmente apoiados por um ambiente de grupo.

Tribal Fusion
Estilo de dança que se originou por volta do ano de 2000. Muitas vezes funde Cabaret Americano com Estilo Tribal Americano, mas é conhecido por agregar influências contemporâneas, indianas, e hip hop também. As aulas são geralmente de alta energia, com um forte foco na força e flexibilidade.

Tribal Style
Derivada do termo American Tribal Style®. A filosofia é muitas vezes semelhante, mas o vocabulário pode ser diferente. É um estilo moderno de Dança do Ventre, com as características principais: vocabulário compartilhado, postura e braços fortes, e uma forte ênfase na improvisação.

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BAILARINA - MARYAH AZEVEDO

MARYAH AZEVEDO

Conheça um pouco mais da sua história:


** Material enviado por Maryah Azevedo para este Blog para publicação e divulgação. 
Dando ao Blog Nossa Tribo & Nossa Dança o direito de divulgar sua imagem, escritos e vídeos. **

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sábado, 6 de dezembro de 2014

FLAMENCO, fusionado desde a criação

Toda a pesquisa para encontrar uma origem única do Flamenco parece não nos levar a lugar nenhum. O mais provável é que tenha se formado ao longo dos anos graças à miscigenação cultural de diferentes povos que habitaram a Península Ibérica, particularmente a Espanha, que é, há mais de duzentos anos, considerada a pátria do Flamenco.
GITANOS

Chegaram em 1425 e fixaram-se em várias regiões, especialmente em Andaluzia que foi onde houve uma maior sintonia com a população autóctone* que lá se encontrava. As origens do cante aparecem extremamente relacionadas às regiões da Andaluzia onde as gitanerias foram importantes. As gitanerias eram um núcleo urbano com importante presença cigana, mas também se usa o termo para expressar a qualidade que faz referência aos ciganos na forma de interpretar o flamenco.
(Natural do país em que habita e proveniente das raças que ali sempre habitaram; aborígine, indígena.)

ÁRABES - 711 a 1492


Ocuparam vasto território espanhol, principalmente a Andaluzia, por onde entraram e também por onde partiram. Essa foi a região da Espanha onde se deu a maior influência da cultura árabe que por ali deixou um imenso legado, e, por isso mesmo, acredita-se que muitas das manifestações culturais desta região seja de origem árabe, entre elas, o Flamenco. Por outro lado, a chamada música andalusi foi levada pelos mouros expulsos da Espanha ao norte da África e lá desenvolvem seqüelas musicais. Em 1922, o compositor espanhol Manuel de Falla comenta:
"... o que não deixa sombra de dúvida é que a música que ainda se conhece em Marrocos, Argel e Tunez com o nome de música andaluza dos mouros de Granada, não apenas guarda um caráter peculiar que a distingue de outras de origem árabe, como também em suas formas rítmicas de dança reconhecemos facilmente a origem de muitas de nossas danças andaluzas: sevilhanas, zapateados, seguidillas etc."
 O musicólogo Lothean Siemens explica que o cantar a lo flamenco não é só do flamenco, mas um fenômeno muito antigo, muito espanhol. Muitos acreditam que ele seja de origem árabe, ao passo que os árabes acreditam ser de origem andaluza. Eles fazem diferença entre a música árabe pura, que é oriental, e a andalusí, que é do norte da África Ocidental. Tanto o Flamenco como a música árabe pertencem a um amplo espectro de correntes musicais que integram o chamado orientalismo musical e a semelhança entre ambas é inegável, contudo o que mais chama a atenção é que em ambas o melisma — várias notas numa mesma sílaba — é um signo comum e característico.

MOURISCOS

São os mouros e descendentes árabes que permaneceram clandestinos na Espanha depois da expulsão dos árabes.

Blas Infante, chamado de "o pai da Andaluzia", formula a hipótese de que este povo teria se misturado aos grupos de gitanos e outros marginalizados sociais para passar desapercebidos. É uma hipotése que deve continuar sendo investigada, mas se vem daí o cante, por que ele não teria surgido em outras regiões onde os mouros foram até mais numerosos, como Valencia, Aragão ou Castilha? Parece que em Granada eles também formaram um grande núcleo, mas no resto da região da Andaluzia não, portanto, ainda pairam dúvidas sobre se teriam os mouros participado da criação do Flamenco.

JUDEUS

Outra influência muito comentada no Flamenco é a dos Judeus. Já gozou de grande repercussão com base no artigo publicado em 1930 pelo escritor israelita Máximo José Khan, pseudônimo de Medina Azara. Neste artigo, ele relaciona as origens do cante com os marranos ou judeus convertidos ao cristianismo. Apesar desta teoria já ter sido francamente questionada, não se pode negar a semelhança que há entre alguns cantes hebreus com o cante jondo.
"À semelhança dos ciganos, os judeus não criaram o cante flamenco, mas colaboraram em sua conservação junto com os andaluzes e os murcianos e há pelo menos dois cantes cuja procedência judia será dificilmente negada, as antigas saetas (pura liturgia sinagogal) e a petenera. Mairena e Molina perceberam ecos do cante sinagogal em algumas seguiriyas e também nas saetas, aparentadas com o Kol Nidrei (jondo hebreu), é cantado especialmente pelos sefaraditas, os judeus de origem espanhola, e que nos leva a pensar que o Nidrei imita o jondo e não o contrário.
OUTRAS INFLUÊNCIAS 

Mais duvidosas, porém possíveis, e algumas inclusive
prováveis, e acima de tudo lógicas em um território
que foi encruzilhada privilegiada de culturas 
relevantes de cada período histórico, desde a
legendária Tartessos - império semilegendário da
Espanha antiga, que compreenderia a atual
Andaluzia, e Levante até o norte de Alicante.
Desaparecem em mãos dos Cartagenenses, em 500
a.c.; até os sete séculos de dominação muçulmana;
árabes, moriscos, judeus, músicas litúrgicas etc.



Excertos sobre a origem do Flamenco

Felix Grande:

"Camardería de la desdicha; una suerte de solidariedad espontânea que funcionó en lo momentos má dramáticos de la represión contra los gitanos, a quienes muchos andaluces payos pobres dieron cobijo."

"El cante flamenco és una expresión musical que arrastra una mezcolanza tal de voces que ni es paya, ni gitana, ni morisca, ni andaluza. Ninguno de estos pueblos tiene la primacía o monopolio del flamenco."

José Manuel Caballero Bonald:
“El flamenco vendría a resultar de una fusión entre gente que compartían, o tenían en común, modos de vidas similares, un modo semejante de buscarse la vida que facilitó la convivencia hasta el punto que llegó a resultar dificil distinguir a unos de otros."
"É coisa sabida, que depois da expulsão dos judeus e a rendição do último baluarte árabe -- fato que coincide, mais ou menos, com a chegada das primitivas tribos de ciganos à Península -- foi se criando na Espanha do século XVI uns imprecisos agrupamentos sociais, formados por indivíduos de distintas procedências e mentalidades; mouriscos e judeus, gitanos e camponeses sem terras, gente dispersa e errante perseguidos pela inquisição ou fugitivos do desterro ou clandestinidade.  
"É muito possível que, efetivamente, a etnia gitana propriamente dita não se arraigasse na Espanha senão através dessas fusões e que entre nós, tenha se dado por extensão o nome de gitanos aos supostos cruzamentos destes com aquelas famílias de deserdados de fugitivos do Santo Ofício e dos tribunais civis. Uns e outros devem ter se juntado — por motivos, às vezes contraditórios — na desgraça comum, e a mesma sociedade que os expulsou de seu seio, tenha fomentado neles a vagabundagem e a violenta luta pela vida. 
"Logicamente, esses grupos heterogêneos de foras-da-lei, aos quais foram se juntando outras vertentes sociais, acabaram fundindo num mesmo cadinho suas antigas formas de cultura, intercambiando atavismos de suas respectivas histórias sociais. 
“De toda esta longa tradição resultaria uma voz personalíssima e profunda, a alma da Andaluzia que se pronuncia em sua canção mais genuína e começa a gestar-se na mais profunda de suas dimensões: o cante flamenco.”

FONTE: http://www.cuadraflamenca.art.br/origem.php (fotos do Pinterest)
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