quinta-feira, 29 de outubro de 2015

MÚSICA - DOWNLOAD - VAS

Baseada na coluna de Geisiane de Araújo para o Aerith Tribal Fusion Blog, na sessão World Fusion, vamos publicar links para download de música dos grupos sugeridos em sua postagem.

VASFoi um grupo de world music, ethereal, tribal fusion e new age composto pela cantora iraniana Azam Ali e o percussionista americano Greg Ellis, formado em 1996, em Los Angeles, California, Estados Unidos.


A banda é frequentemente comparada aos australianos do Dead Can Dance


Após o último álbum, Feast Of Silence, o grupo encerrou as atividades em 2004 e continuaram com outro projeto chamado Roseland.




Fontes

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

DRILLS (Para treinar) - Arabic drop drop drop half turns variations

Assista o vídeo enviado pela trupe Tribal Moon Belly Dance.
http://tribalmoonbellydance.com/

Publicado em 19 de nov de 2012
Drill classic ATS(R) Arabic Drop Drop Drop to include half-turn.


MÚSICA - DOWNLOAD - SHIVA IN EXILE

Baseada na coluna de Geisiane de Araújo para o Aerith Tribal Fusion Blog, na sessão World Fusion, vamos publicar links para download de música dos grupos sugeridos em sua postagem.

SHIVA IN EXILEÉ um projeto de Stefan Hertrichque mistura New Age, musica oriental e musica gótica, em conjunto com a cantora Yana Vevva, vocalista do Theodor Bastard.

Este projeto é uma grande mistura com influencias de gothic rock, new age e world music, tendendo para o lado oriental, porém com influencias de world. 

Pode-se ouvir dezenas de cordas, sopro e instrumentos de percussão do Oriente, África e América Nativa. Suas músicas nos convidam para um ambiente mais contemplativo e calmo, porem com muita energia.

Aqui neste link você pode baixar várias músicas - Shiva in Exile 
http://pleer.com/search?q=SHIVA+IN+EXILE


Aqui neste link você pode baixar vários cds completos - Shiva in Exile 
http://anne-tribalfusion.blogspot.com.br/search/label/Shiva%20In%20Exile

Fontes

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

FILME: The Power of Dance - Colleena Shakti

Nunca houve um artista que capturasse a essência da dança, com tanta graça e respeito, como Colleena Shakti. Vivendo na Índia nos últimos 15 anos, estudando as danças Rajasthani e Odissi e utilizando estas formas de arte, para expressá-la no palco ao redor do mundo, através de sua própria forma de dança - chamada Fusão. Sua mente está focada em aspirações mais altas - transcender o mundano, viver além do normal. Não é a forma da dança, que capta o público ao assistir Colleena, mas sua sede para o divino, e só isso é transformadora.


Colleena dedica sua vida e dança, ao poder de sua "linhagem" e guru. Mas ultrapussa até mesmo isso, pois demanda paixão, para manter-se em um caminho que tem muitos desafios, de uma americana vivendo na Índia, e sendo uma estrangeira. Este chamado interior, para conhecer e buscar a verdade, não só mudou a vida dela, mas muda também aqueles que tem a visto no palco, e tem estudado com ela no, Shakti School Dance em Pushkar, Índia.
Este pequeno documentário, filmado na Índia e nos EUA, captura a essência de sua missão de ensinar a importância da linhagem, mas também capta a essência do caminho místico de que Colleena caminha, no mundo, no palco e em casa, na Índia. Seus alunos só podem emprestar a voz mais humilde ao trabalho duro de Colleena como professora e dançarina, mas para Colleena o papel que ela admira mais em sua vida, é a de ela ser uma "estudante", e se manter curiosa, e lutando por algo mais elevado .

Filmado e produzido por Julianne Reynolds (www.romanskifilms.com)

Mais informações:  wwww.colleenashakti.com

** Tradução livre - Carine Würch **


Publicado em 1 de out de 2015
Never has there been an artist to capture the essence of dance with such grace and respect as Colleena Shakti. She has been living in India for the past 15 years, studying Odissi and Rajasthani dance and using these art forms to express it on stage around the world through her own unique dance form called Fusion. Her mind is focused on higher aspirations - transcending the mundane, living beyond the ordinary. It's not the form of the dance that captures the audience when watching Colleena, but her thirst for the divine, and that alone is transformative.

Colleena dedicates her life and dance to the power of her "lineage" and guru. But its even beyond that, for it takes passion to stay on a path that has many challenges for an American living in India, and being a foreigner. This inner calling to know and seek truth has not only changed her life, but changes those that have seen her on stage and have studied with her at the, Shakti School of Dance in Pushkar, India.

This short documentary, shot in India and the US, captures the essence of her mission to teach the importance of lineage, but it also captures the essence of the mystical path of that Colleena walks, in the world, on the stage and at home in India. Her students can only lend the most humble voice to Colleena's hard work as a teacher and dancer, but to Colleena the role she admires the most in her life is that of her being a "student", and staying curious, and striving for something higher.
Filmed and produced by Julianne Reynolds (www.romanskifilms.com

For more information, wwww.colleenashakti.com

terça-feira, 20 de outubro de 2015

ENTREVISTA - Janis Goldbard (Vídeo)


Publicado em 6 de nov de 2014
Um novo estilo de dança surge na cidade de Rio Branco, capital do Acre. O Tribal Fusion é um misto de diversas danças étnicas, entre elas o Flamenco, a dança clássica indiana, sem esquecer da dança do ventre como base principal. O estilo surgiu na década de 70, com a bailarina Jamila Salimpour, e foi destaque no Zappeando deste sábado (25).

A precursora da dança no estado é Janis Goldbard, pós-graduada em História da Arte, dançarina do projeto “Expressões Contemporâneas” e professora de Tribal em Rio Branco. Janis revela que o grande objetivo da dança é agregar o valor de coletivo. Integrar pessoas de diferentes idades e estilos.

(Confira no vídeo ao lado)
“Todas as pessoas podem participar. Podem manifestar-se dentro desse movimento. Geralmente, pessoas que estão em busca de redescobrimento interior são as que mais nos procuram”, afirma Janis. Para quem quer participar, Janis ministra oficinas em Rio Branco e deixa convite no Zappeando aos interessados no Tribal Fusion.

A atriz Maíra Mansoa aderiu à dança por intermédio de Janis. Ela conta que o Tribal Fusion desperta um lado que, talvez, você ainda não conheça. “O Tribal representa mais do que uma dança. Ele representa um estilo de vida. Então, a partir do momento que você conhece e gosta, te transforma de uma maneira”.

Por Camila Seixas

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

PLAYLIST - ATS® SLOW (Spring 2013)

Ouça aqui a Playlist feita por Jorrun do OTBS, da Noruega: 


  1. Diversion By Anouar Brahem, Barbaros Erkose, Kudsi Erguner & Lassad Hosni
  2. Ou Est Ma Petite Danseuse? By Gypsy Caravan
  3. Atlantis Coastguard Corruption By Ugress
  4. End of the Road By Magic Carpet
  5. Raks Sharqi By World Percussion Collective
  6. Curried Ripples By Ganga Giri
  7. Feed the Muse By Solace
  8. Moroccan 6 By FatChanceBellyDance
http://8tracks.com/otbs/2013-spring-tunes-for-slow-ats

sábado, 17 de outubro de 2015

PLAYLIST - ATS® SLOW (Winter 2013)

Ouça aqui a Playlist feita por Jorrun do OTBS, da Noruega: 


  1. Wu Sah Palms Down
  2. cıftetellı Cestli
  3. Seventh Void Helm & Phil Thornton
  4. Chams el achy – Marokko Al Andaluz
  5. Khuyaq II Domba
  6. Magibah Masrah Helm
  7. Taksim Canconier
  8. Sella Fina Helm & Phil Thornton

http://8tracks.com/otbs/2013-winter-tunes-for-slow-ats

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

DRILLS (Para treinar) - Soltura de Quadril


Publicado em 16 de set de 2014
Atendendo a pedidos este video mostra uma série de exercícios (ásanas de yoga e movimentos) estudados e adaptados por Lukas Oliver para desenvolvimento muscular e articular do quadril para Dança do Ventre e Tribal Fusion. Dúvidas, sugestões e informações encaminhe um email para : contato.lukasoliver@gmail.com. Compartilhem e inscreva-se no canal!!!

MÚSICA - DOWNLOAD - KNOSSOS

Baseada na coluna de Geisiane de Araújo para o Aerith Tribal Fusion Blog, na sessão World Fusion, vamos publicar links para download de música dos grupos sugeridos em sua postagem.

KNOSSOSProjeto solo de Dann M. Torres um multi–instrumentista

Knossos é um projeto musical que mistura instrumentos do Oriente Médio com camadas densas de percussão, sons orgânicos, eletrônico e batidas texturizadas. Seu estilo musical é world fusion, dark ambient e ethinic. 

Dark Light in the Wake of Silence (2005)


http://anne-tribalfusion.blogspot.com.br/search/label/Knossos

Fontes

terça-feira, 13 de outubro de 2015

ENTREVISTAS - DINA DO CAIRO


Dina: Uma nova estrela no céu do Egito

No período pós revolução, quando o primeiro presidente eleito - após 30 anos de ditadura, fala ao seu povo, que reconhece o princípio de liberdade real, ele tem lugar no festival anual de dança do ventre da capital Ahlan Wa Sahlan, onde o broche de ouro é uma dançarina que já atingiu a glória, mas cuja conexão íntima com o público pudesse definir o tom para os tempos vindouros.
por Romina Azocar

Poucas coisas conseguem unir as pessoas mais do que música e dança. E talvez nada é mais apropriado neste momento no Cairo para celebrar o início de uma nova etapa com a versão de 2012 da Ahlan Wa Sahlan Festival ("bem-vindo"), que tem lugar no histórico hotel de 5 estrelas Mena House Oberoi, localizado na pé das antigas pirâmides de Gizé.

Nesta ocasião, a cada ano, reúnem-se dançarinos mais importantes do país e do mundo, e os estudantes mais dedicados também, porque é uma oportunidade única para aprender mais sobre a dança árabe, do muito melhor.

O festival começou em 27 de junho com uma abertura de gala apresentado no palco para bailarinos locais e estrangeiras que fazem parte da crème de la crème do mundo da dança oriental. Então são mais sete dias, onde professores dão aulas e competição tomam lugar, para o qual um júri experiente, que escolhe bailarinas que ganharão vários prêmios como uma coroa, jóias, roupas e acessórios de dança leva.

Além disso, eles são exibidos, em um grande bazar, todos os tipos de produtos; algo como o paraíso para todo o dançarino, onde trajes são oferecidos para tripudiar, véus de todas as cores e tipos, caderines com projetos inovadores, jóias, música, asas Isis, snujs, galabeyas, etc. Impossível não apreciar ou perder o brilho que chama a atenção e a inegável beleza das criações árabes, pode até ser interessante para alguém que não está familiarizado com o tema.

Mas nem o bazar e da concorrência são a principal atração deste evento. A estrela é chamada Dina Talaat Sayed Mohammad, de 47 anos, nascida em Roma, mas uma cidadã egípcia, é a mais famosa dançarina e atriz do momento.

A diva, dona do trono e de qualquer cenário que passo. Mas o que o torna tão especial? Como faz grandes somas nas suas apresentações e  suas aulas são as mais lotadas no festival, deixando eufóricas meninas, mesmo após uma fila para tirar uma foto eterna com ela?

Não, Dina não tem uma boa reputação. Nomeado "a última dançarina egípcia" pela revista Newsweek em 2009, muitas coisas são ditas sobre ela; que é distante e tem um temperamento ruim, não dá prioridade aos estudantes interessados que querem aprender seu estilo, e que ela teria vazado vídeo de sexo com seu terceiro marido com mais de 15 minutos em uma situação comprometedora e escandalosa que, naturalmente, aumentou sua fama.

Depois que seu primeiro casamento terminou em divórcio, ela teve um filho durante seu segundo casamento com o diretor Sameh El Bagoury, que morreu de um tumor no cérebro, depois se casou secretamente pela terceira vez, para finalmente se separar e casar  novamente com o empresário Wael Abo Hussein.

Diz-se que, aos 16 anos tentou o suicídio, depois que seu noivo se suicidou. Seu pai teria forçado a graduação em Filosofia na Universidade Ain Shams, mas já na década de 70, ela dava seus primeiros passos como dançarina no Reda Dance Troupe.

Se tornou uma solista, na década de 80, começando a dançar em hotéis internacionais conhecidos, na década de 90, o que causou polêmica com suas roupas modernas, desafiando trajes de dança clássica. Considere que no Egito dança do ventre ainda é praticada em privado, nas casas, e a profissão de bailarina ainda é socialmente condenada pela grande maioria.

Em 2011 publicou sua autobiografia intitulada "Minha liberdade na dança" (Link para o livro aqui), que não vendeu bem no Egito, possivelmente devido à revolução nacional que teve lugar ao longo do ano, embora chamou a atenção em países como a França.

No final de sua apresentação, me dá 15 minutos, enquanto um charuto é fumado e cumprimenta duas crianças que se aproximam dela, "habibi", diz (meu amor) e beijos. Quem sabe, talvez só por hoje, Dina está entretendo a todos, mesmo por pouco tempo.





O principal característica acho que deve ser um grande dançarino? Muitos ... mas o mais importante, um bom dançarino acredita que não é tão bom, pensa que não é suficiente. Se você acha que internamente você é um bom dançarino.

É o talento mais importante, ou esforço e disciplina? Acho que a coisa crucial é o encanto que vem de Deus, que faz com que ninguém seja como você. Há certas pessoas que andam pela rua e as pessoas vão olhar para ela, nenhuma razão aparente; é porque eles têm algo, energia talvez ... também acho que a beleza do corpo da bailarina, é muito importante cultivar um físico que não mostre a idade, que de olhar para uma pessoa e não saber quantos anos ela tem, ela é muito atraente . Eu também acredito no esforço, treinar o tempo todo, eu fico na frente do espelho todos os dias e eu treino, eu tento criar coisas novas, nunca é suficiente. Se o dia foi suficiente chega, é o fim, você está acabado.

Muitas canções árabes são sobre o amor, qual é a importância do amor em sua vida? Na verdade eu acho que ambas as coisas tristes gostam de coisas bonitas, ambos fazem seu ofício e fazer você humano. Se você está triste você pode dançar muito bem e se você estiver muito feliz também.

Como você pode lidar com as emoções negativas? Algo bonito que me acontece no palco é que eu esqueço todo o mundo. Como dançarina, deixo as pessoas gostam porque esta é a minha carreira e quero ser muito bom, então eu não penso em nada ou ninguém, nem no que aconteceu hoje ou ontem.

Nem mesmo em o que vai acontecer amanhã?  Exatamente, eu me despreocupo o que vai acontecer amanhã.

Dina agradece com sua característica voz rouca, dando a entender que não há mais a ser dito. Entrevista termina com um homem cordialmente pedindo-lhe para gravar uma saudação com a câmera do telefone. Talvez o que se destaca do resto de Dina não é o seu talento ou treinamento, mas o "não sei", certamente transmitida ao dançar, mas também quando se fala de pessoas e gesticula enquanto estiver usando as mãos para explicar, como se colocasse um monte de intenção em tudo que ele diz.

De qualquer forma, a sua capacidade de transmitir emoção e entrega no palco poderia ser apenas o que o povo egípcio precisa agora; uma reconexão com os sentimentos, de olhar com olhos novos a terra dos faraós, berço da dança oriental e palco de grandes enigmas, onde só a cidade de Luxor traz menos que 35% dos monumentos reconhecidos no mundo.

Assim, o período ruim para o Egito não será repetido, ficando para trás, porque alguém como Dina, não acontece duas vezes.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

PLAYLIST - ATS® FAST (Autumn 2013)

Ouça aqui a Playlist feita por Jorrun do OTBS, da Noruega: 


  1. Aman Michael Askill
  2. Gawazi Omar Faruk Tekbilek
  3. Raqset Al-Hajjalah Hossam Ramzy
  4. Hossanni Oo Helm
  5. Oh Yeah Eliyahu Sills
  6. Taking Flight [Drumspyder Mix] Desert Dwellers
  7. Luxor Baladna Upper Egypt Ensemble
  8. Chromosphere Biosphere



quinta-feira, 8 de outubro de 2015

DRILLS (Para treinar) - Tribal Fusion com Lukas Oliver

Publicado em 22 de ago de 2015
Neste Workshop damos início aos estudos dos movimentos de tronco do estilo Tribal Fusion e Fusion Bellydance. Vamos preparar o corpo com uma suave prática de yoga flow adaptada ao estilo tribal.
Estudaremos, projeções de peito, Ondulações de barriga e de tronco, respiração e fecharemos uma sequência aplicando o que estudamos. 
Para receber futuras aulas e aulas exclusivas diretamente no seu email gratuitamente inscreva-se no nosso site: www.tribalfusionbellydance.com.br na aba AULAS.

Produção áudio-visual: Gabriel Weng

Edição: Lukas Oliver. 
Maquiagem: Gabriel Weng 
Apoio: Shangrila House (Lulu Hartenbach e Michael Hartenbach) 


Músicas: "Vadodora" Kevin MacLeod (incompetech.com) 
Licensed under Creative Commons: By Attribution 3.0


"Dhaka" Kevin MacLeod (incompetech.com) 
Licensed under Creative Commons: By Attribution 3.0

MÚSICA - DOWNLOAD - PETE LIST

Baseada na coluna de Geisiane de Araújo para o Aerith Tribal Fusion Blog, na sessão World Fusion, vamos publicar links para download de música dos grupos sugeridos em sua postagem.

PETE LIST É bem conhecido no mundo da dança do ventre tribal como um multi-instrumentista, compositor, produtor e beatboxer humano. Pete durante anos foi integrante das bandas Djinn & Beatbox guitar. Recentemente, como solista, Pete mistura os sons exóticos do instrumento indiano o Baaja Shahi, com os sons urbanos de beatbox humano, criando camadas de loops ao vivo para construir texturas e criando músicas com o som e poder de uma banda completa. Pete produziu várias trilhas sonoras de DVD e sete álbuns e sua música tem sido destaque no cinema e na televisão.



Re:peter (2006)

A Charming Demise (2010)

Beatbox Baaja (2013)

Songs for Kassar (2007)


Pete List no Pleerhttp://pleer.com/search?q=PETE+LIST

Fontes
http://aerithtribalfusion.blogspot.com.br/2014/05/world-fusion-amostra-world-fusion.html
http://anne-tribalfusion.blogspot.com.br/search/label/Pete%20List%20-%20Songs%20for%20Kassar

terça-feira, 6 de outubro de 2015

ENTREVISTAS - MARIA BADULAQUES

Aqui vocês poderão ler um pouco mais do trabalho de Maria Badulaques, entrevistada por Hellen Karolyne Labrino Vlattas, link para o site da autora no final da página.
O QUE É TRIBAL ATS E QUEM O CRIOU??
O ATS® é a sigla para American Tribal Style, foi criado em 1987, Carolena Nericcio-Bolhman, crescendo junto com o FatChanceBellyDance® onde Carolena experimentou e construiu tudo que hoje utilizamos para dançar o estilo e que os bailarinos de Tribal Fusion utilizam como base de suas fusões. A maior característica do ATS® é a improvisação coordenada, permitindo que possamos dançar sem maiores preocupações, visto que não há coreografia, é como prolongar a descontração da sala de aula e leva-la ao palco. Essa improvisação é feita com base em movimentos estabelecidos por Carolena ou que ela aprovou, cada qual com seu nome, intenção e variantes, há ainda os dialetos de cada trupe de ATS®, mas para dançar o necessário é conhecer os combos que pertencem ao General Skills. Dançamos em duplas, trios ou quartetos e com snujs sendo tocados durante toda música rápida, essa formação chamamos de feature e as bailarinas que acompanham logo atrás é o chorus, com movimentos harmonizados ao feature e mais simples. Durante a apresentação os membros do feature vão assumindo a posição no chorus e vice versa possibilitando que todos desfrutem da sensação de liderar e ser liderado. Há ainda os movimentos lentos que utilizamos antes da música rápida, geralmente é esta dinâmica de uma apresentação de ATS®. Lembrando que o ATS® é uma marca registrada, por isso o ® assim sendo pra dançar e chamar de ATS® tem que seguir as regras do jogo.

QUAIS AS BASES (TIPOS) DE DANÇA EM QUE O ATS SE SUSTENTA?
O ATS® tem como referência muito forte o flamenco, com aqueles braços cheios de intenção e giros, a dança clássica indiana, havendo inclusive passos com clara inspiração, como o Sunanda e o Resham-Ka (criações de Megha) e o bellydance.

COMO É VISTO O ATS POR VC? VISTO QUE O MESMO TAMBÉM NÃO DEIXA DE SER UMA FUSÃO?
O ATS® é para mim uma forma de libertação! Demorou muito desde que comecei a estuda-lo até colocar pra fora dançando publicamente, quis entender tudo, encaixar as peças do quebra-cabeças no lugar e me sentir livre com o apoderamento da técnica. E a sensação de subir ao palco pela primeira vez foi: u-huuuu, liberdade!!!

Sim, ele é em si uma fusão! Quando entendi isso me joguei no flamenco que já praticava e fui conhecer as danças clássicas indianas, mais especificamente o Odissi, que pratiquei por um período. Muito importante conhecer as bases dessa dança, lhe possibilita uma movimentação mais consciente e harmônica.

Vejo o ATS® como uma forma de dançar com o espírito livre, me conectando com as irmãs em roda... magia!!!

PARA SER CHAMADO DE TRIBAL, SEGUNDO BAILARINAS DE NOME, SE FAZ NECESSÁRIO TER MOVIMENTOS DE ATS. COM BASE NISSO, MUITAS FIZERAM O PROCESSO DE DESCONSTRUÇÃO DE MOVIMENTOS. VOCE CONCORDA COM TAL PENSAMENTO? LEVANDO EM CONSIDERAÇÃO AS ABERRAÇÕES NO MUNDO DA DANÇA POR FALTA DO SABER (PESQUISAS, CONHECIMENTO, ESTUDO COM PROFESSORA DO RAMO E TALZ)?
Bem, recentemente, estudando com Kilma Farias escutei uma versão sobre o Tribal Fusion que me intrigou e passei a meditar sobre isso. Antes, pra mim, Tribal Fusion era fusão de ATS® + outro estilo de dança, e aquilo que vinha de uma fusão de dois estilos que não envolvia o ATS®, eu interpretava como FUSÃO. Hoje, pensando no assunto creio que depende do seu ângulo de visão, de como interpreta a dança, sua estética, e se realmente precisamos rotular tudo. O que é isso? É dança, curta! Não pense, aproveite! Há uma gama de profissionais que construíram seu tribal com origens distintas do ATS®...um outro secto, com outras referências. Pelo fato de não usarem ATS® será que deveríamos chamar de Fusão simplesmente? E se fossemos chamar de Fusão, qual o problema? Rachel Brice foi categórica no curso que fiz com ela, o Tribal Fusion tem como mãe o ATS®, contudo Rachel foi aluna de Carolena, portanto vem deste segmento que o usa como referência e base.

Hoje, penso que tudo é dança!!! Se interpreta o Tribal Fusion como filhote do ATS®, ótimo... use (sem abusar) da referência principal e fomente um trabalho limpo com a solidez de duas técnicas (a de base e a outra). Se interpreta o Tribal Fusion sem referências ao ATS®, utilizando a estética de Dalia Carella, ótimo... crie seu trabalho tecnicamente com bases claras no que será sua referência.

Para quem usa o ATS® como base em sua fusão é natural sua desconstrução, afinal se não fosse assim não seria fusão, seria o ATS® in natura, mas em determinadas ocasiões me sinto confusa se a pessoa não sabe a técnica ou se desconstruiu tudo, e aquilo que mostra é intencional, o bom-senso deve estar presente para não causar essa estranheza no público... aliás bom-senso nunca é demais.

O AMERICAN TRIBAL STYLLE TEM QUANTOS ANOS???
Bem, como nasceu na década de 80 tem quase três décadas! U-huuuuuuuu

O IMPROVISON TRIBAL STYLLE (ITS) TAMBÉM É TRIBAL, QUAL A DIFERENÇA DO MESMO PARA O ATS???? E QUEM O CRIOU???
O ATS® tem regras bem claras e estabelecidas, formações, movimentos não cabe criar nada, a criação fica no campo das fusões... então não tocou snuj, não tá na formação estabelecida, não usa os movimentos (combos) do estilo, não é ATS®!!! É mais fácil, quando olhamos uma dança e queremos diagnostica-la analisar assim: é ATS®? Não, não é! Daí, pode ser uma variedade de estilos, inclusive o ITS. Unmata pratica ITS, as Wildcard bellydance também e veja que são estilos totalmente distintos mas que tem como base IMPROVISO COORDENADO, que tipo de improviso? Aquele que a trupe desejar trabalhar, então pode ser visualmente muitoooo próximo ao ATS® ou muiiiito distante.

O CERTIFICADO DA CAROLENA NERICCIO, É UM OURO E UMA GRANDE PORTA DE ENTRADA, VISTO QUE A MESMA É A MÃE DO TRIBAL PRIMITIVO, ME FALE UM POUCO SOBRE AS ETAPAS PARA CONSEGUIR O CERTIFICADO, A TUA EXPERIÊNCIA DE AULA COM ELA FOI DE QUANTO TEMPO???
Nossa, mudou minha vida! Arrepia tudo quando lembro da sua entrada na sala de aula, poder total!!! 

As etapas são concluir todo General Skills (Clássico e Moderno) e então se submeter ao Teacher Trainning, após se escreve um e-mail para Carolena que aprovando seu pedido lhe classifica com o Sister Studio, mas hoje em dia há várias nomenclaturas que Carolena nos estimula a usar profissionalmente, como o ATS® Certified, para quem realizou todo processo e não fez o TT.

Fiz 20h de aulas com Carolena divididas em 4 dias power, esta vivência fez toda diferença na minha dança. Escutar dela como ela idealizou, quais foram suas referências e motivação para o ATS® foi o que colocou todo quebra-cabeças no lugar. Além disso, tive alguns momentos conversando com ela que foram muito especiais pra mim!!!

Minha expectativa é que estudar com Carolena seja somente o ponta pé inicial e que possibilite mais estudo, aprofundamento, afinal o título não significa NADA se o estudo não se perpetua. Somos todos INICIANTES nesta dança, manter o ego controlado e a visão no horizonte.

A DANÇA QUE TEM O IMPROVISO COORDENADO, POR LÍDERES, TAMBÉM CHAMADA DE "SIGA OS PASSAROS". ME FALE UM POUCO.
Flock of birds eis a chave da nossa conexão! Seguimos o líder que se altera conforme a troca, conforme o turn (giro). Dentro deste conceito o que me fascina é que a dança não é sobre o ser individual, mas sobre o coletivo. A sua dança, sua técnica deve se conectar ao da amiga ao lado e devemos ter sempre em mente puxar movimentos dentro da possibilidade do mais inexperiente, afinal não é sobre como você é hábil e sim sobre como o grupo é coeso.

Amo quando entramos no círculo, que me remete as Danças Circulares, e foi numa dança de roda que Carolena desfrutou da liberdade de dançar sem amarras, a partir desta sensação e com ela em mente começou a surgir o que conhecemos como ATS®.

A DEMONSTRAÇÃO DE ATS PODE SER CHAMADO DE SOLO???? VISTO QUE O ATS FOI CRIADO PARA SE DANÇAR VARIOS BAILARINOS NO PALCO.
Sim, se você dança ATS® com uma parceira é um dueto, este é o mínimo para chamarmos de ATS®. Se pretende dançar tudo e mais um pouco sozinha, ainda que usando passos de ATS® chamamos de SOLO, simplesmente solo. No ATS® não há danças individuais porque o conceito e sua estética nos remete ao coletivo.

EXISTE POR CAROLENA UMA QUANTIDADE DE MOVIMENTOS NA SUA TOTALIZAÇÃO???
Não sei se entendi a pergunta, mas se você se refere se os movimentos tem uma quantidade final (ex: x movimentos de ATS®)... se for isso, bem. Temos os passos do clássico, que são aqueles e estes não mudam e não são acrescidos de novos, existe o moderno que já foi a absorção de tudo que estava rolando na ocasião e agora há os dialetos que são criações das trupes. Ou seja, o ATS® evoluiu e continua crescendo ☺

PARA SE ADQUIRIR O CERTIFICADO QUANTO TEMPO SE FAZ NECESSARIO???
Sabe o bom senso? É ele que vai dosar isso! Porque não há uma prova, assim sendo não há reprova, se você se matricular no TT certamente vai ter seu certificado ao termino, basta não perder as aulas, o que pode demorar é a aprovação de Carolena pra lhe nomenclar como uma sister, mas uma vez terminado o TT, certamente se transformará em sister studio uma hora ou outra. 

Então, antes de buscar o título, busque o estudo, respeite suas antecessoras, doe-se, dedique-se... não se trata de TER o título, mas SER merecedora dele. 

O merecimento vem com muiiiiiiiiito, mas muito investimento em aulas particulares, em grupo, estudo solitário em casa é isso que torna orgânica a técnica. Entenda a filosofia da dança, a motivação do DRESS CODE, não só se apoderar da técnica, afinal o ATS® para muitas é um estilo de vida.

A NOVA GERAÇÃO AINDA PROCURA O ATS DE FORMA A DAR CONTINUIDADE??? OU SEJA VC OBSERVOU ISSO ENQUANTO TEVE AULA , OU PELO MENOS DURANTE O TEMPO EM QUE VC CONVIVEU LÁ NA CALIFORNIA???
Eu vou pra Califórnia em 2016, participar de uma rotina puxada de workshops durante o Homecoming e aulas avançadas antes do evento com Carolena e Kristine, mas aqui no Brasil o ATS® tem se expandido muito, o que é ótimo. Há turmas novas e alunas ávidas por dançar tilintando os snujs, coisa de louco quando eles tocam... tudo muda! 

Vejo um futuro promissor sim, seja aqui seja na Califórnia... em qualquer lugar do planeta.

QUAL A VISÃO DA CAROLENA COM RELAÇÃO AS FUSÕES, E A DIFUSÃO DO TRIBAL CRIADO POR ELA, POIS JÁ FOI OBSERVADO QUE MUITOS ADMIRAM O SE TRABALHO A SUA ARTE, MAS, NÃO POSSUEM CERTIFICADO.
Então, ela nos disse que se você olha os passos e movimentos de ATS® e eles fazem sentido para você, então você é uma dançarina de ATS®, mas se tem vontade de mexer aqui, se movimentar diferente ali, então seu caminho é a fusão. Não há melhor ou pior caminho é uma questão de escolha e cada um seguir sua verdade.

Acredito que quanto ao certificado seja também uma questão de investimento, que é bem alto ou talvez uma questão de necessidade, será que o certificado é importante para todos? Depende do que caminho quer trilhar.

QUAL A NECESSIDADE DE SE ESTUDAR POR INICIO O ATS?????
Bem, ele nos dá uma base muito sólida e rica de trabalho! Sabendo e se apropriando da técnica você tem infinitas possibilidades de criação. Há muitos solos de tribal fusion repletos de ATS®, as vezes a bailarina até desconhece que aquele passo é original do ATS®, por isso ser tão importante conhecer realmente as bases de sua fusão, se for o caso.

SUA VISÃO SOBRE AS RAMIFICAÇÕES DO TRIBAL FUSION (DARK, VINTAGE, PIRATE, BURLESCO, BRASIL, INDUSTRIAL, GIPSY ETC)?
Sabe, essa multiplicidade de nomenclaturas me deixam tão confusa!!! Tirando uma ou outra, como por ex: Tribal Brasil que encaro ser mais do que usar música nacional, mas realmente estudar as danças populares brasileiras, entender nossa cultura, coloca-la claramente na proposta e ver o que fica harmonioso na hora da fusão, geralmente olho e penso é dança, ponto final!!! Além do que, tem pessoas que caracterizam sua dança de uma forma e o público interpreta e enxerga de outro. Para que tanta sub-divisão? Chama de tribal, chama de fusão... acho confuso!!! Chama de dança!!!!

Vi Kilma explicando lindamente o que ela entende como Dark Fusion, vejo pessoas chamando de Dark Fusion, uma interpretação bem Gótica, há margem para várias interpretações... acredito que isso é fruto do crescimento, estamos experimentando, reconhecendo o terreno... nos arriscando. O processo é esse, anos na frente é possível que todas essas sub-divisões sejam chamadas simplesmente de Tribal.

DEIXE UMA MENSAGEM SOBRE TUDO O QUE VC APRENDEU NA DANÇA ATS, E COMO ELA TE TROUXE BENEFÍCIOS.
O ATS® mudou minha vida!

Sou advogada de formação, mas sempre dancei, com vários hiatos no percurso, contudo sempre voltando e procurando a dança que moveria minha alma. A libertação, o sentimento de TOU LIVRE, veio com a Dança Circular Sagrada, onde a única prioridade é ser feliz, se conectar com a pessoa ao lado, por isso decidi que o ATS® somente seria apresentado em público quando me sentisse LIVRE e assim foi, estava feliz... tranquila quando me apresentei pela primeira vez, acredito que a única ocasião que senti um certo nervoso em dança-lo foi quando levei minha primeira aluna para sua apresentação inaugural, fiquei mega tensa, mas só até tudo começar... depois é como injeção de adrenalina no corpo, me jogo... e não penso em nada... só me liberto. 

Mudei meu estilo de vida, minha rotina, meu humor (já não chego a noite do trabalho no fórum querendo matar ninguém, porque corro pra alguma aula, ensaio e tudo volta a me harmonizar), minha família maravilhosa mudou também, todos dançam, minha filha, minha mãe (com quem estudo Dança Circular), meu marido e filho apoiam demais, então inequivocamente dançam com os olhos. 

Eu tinha compulsão por sapatos, cheguei a ter centenas e mais centenas de pares, hoje vejo como minhas prioridades mudaram, há meses (várioooos) não compro um par novo, quando meu marido me pergunta o que quer de aniversário, respondo: tal curso de ATS®. E de Natal? Viajar pra tal lugar pra estudar ATS®... enfim, minha vida gira em torno de estudar o ATS®!!! 

E agora invisto no 1º Festival Internacional do blog que criei, o Pilares do Tribal, com Kae Montgomery presente. U-huuuuu

Meu objetivo? Estudar e aproveitar a trajetória. Todas danças que pratico (Dança Circular, flamenco... bata de cola) são formas de estruturar meu corpo e mente para o ATS® e em 2016 junto a uma parceira querida, a Natalia, estarei representando o Brasil no ATS® Homecoming, em San Francisco-CA, um festival destinado ao ATS®. Estaremos levando um dueto com música nacional (Asa Branca do Gonzagão) e vestidas da mais bela chita e crochê, ou seja o ATS® pode ser a cara da nossa cultura, se respeitarmos seu estilo. 

Haja coração, dançar pra Carolena, Masha... com uma música que diz tanto das minhas origens e com um figurino crochetado por minha mãe... estarei levando toca minha ancestralidade e coração em cena, com uma única preocupação na mente: ser perfeita nas imperfeições e feliz com todo meu coração pulsando.

Um forte xero no pulsante cravejado de ATS®.